Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais
que uma homenagem ao trabalho maravilhoso de
Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da
saga! Bjos, Anna Grey!
Segunda atualização do cap 38, uffaa, esse tá
dando trabalho! Teremos ainda mais uma
atualização com a parte final. Talvez não dê
tempo de terminar antes de sexta a tempo de
escrever o 39, mas tô atualizando a semana toda,
acho que já dá pra matar a curiosidade de vocês
néh, rs. Bem, vô fazer o possível pra postar
tudo certinho, e de qualquer forma, essa semana
vocês tiveram bastante Rising Sun. Aproveitem e
boa leitura!
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Capítulo 38 – Volturi Parte 2
- Por que não se
juntam a nós também meu caro Edward, adorável
Bella, meu querido amigo Carlisle... Vamos, não
precisamos tornar isso algo tão desagradável. –
Enquanto eu ouvia os passos silenciosos de meus
pais atravessando as árvores como vultos, meus
olhos não conseguiam abandonar o rosto lívido e
poeirento de Aro. O céu estava pálido, limpo
como um espelho, e o azul profundo tornava-se
cada vez mais claro, ofuscando as luzes
distantes das últimas estrelas.
- Ah, aí estão vocês. – Sorriu Aro, fitando com
entusiasmo os rostos enfurecidos de meus pais.
Jacob tremia ao meu lado, e eu tentava sustentar
o peso dele sem deixar que meus joelhos
cedessem. Os mantos negros de Aro e Caius
estavam chamuscados e rasgados em várias partes,
e seus cabelos sempre impecavelmente brilhantes
e bem arrumados, formavam um emaranhado grotesco
em volta de seus rostos pálidos. A noite não
estava sendo muito fácil para eles também, eu
imaginei.
- Resolveu parar de se esconder feito uma
barata? Isso definitivamente não é do seu feitio
Aro. – A voz serena de meu pai irrompeu das
árvores, e era tão fria, tão dura... Eu estava
perfeitamente calma a despeito dos pulos ferozes
que meu coração dava em meu peito. Sentia-me
completamente alerta, como estive na noite em
que Jacob e eu lutamos contra Félix e Heidi, a
sensação do perigo aumentava a proporção
funcional de cada célula de meu corpo. Eu podia
sentir, ouvir e ver cada detalhe perdido na
noite que começava a ceder lugar àquela
madrugada fria. O sangue de Jacob trabalhava em
mim freneticamente, eu podia senti-lo percorrer
minhas veias, devolver-me a efetividade dos meus
dons naturais, e aqueles não tão naturais. A
silhueta de Aro moveu-se sob a luz alaranjada
que pairava no horizonte, e como por reflexo, o
corpo esguio de minha mãe parou do outro lado de
Jacob como uma sombra, sustentando-o melhor que
eu. Carlisle seguiu os passos friamente medidos
de meu pai, que se postou ao meu lado direito,
um pouco mais a frente, tão protetor quanto
sempre fora.
- Eu sei o que você quer. E a resposta é não. –
Sibilou meu pai.
- É claro que sabe... Você sabe todas as coisas,
jovem Edward, ou pelo menos pensa saber. –
Aquela solenidade fajuta, aquele tom afetado na
voz invariavelmente sedosa e gentil... Aquela
falsidade me matava, me deixava doente de ódio.
Meu sangue – o sangue de Jake – ferveu em minhas
veias. Involuntariamente, fechei meus punhos ao
redor da cintura de Jacob, tentando conter o
tremor dele e o meu próprio.
- Edward, o que está acontecendo? – Intercedeu
Carlisle, a voz calma balbuciando a pergunta
como um meio de aliviar a tensão. Sempre o
pacificador.
- Diga a ele o que quero meu rapaz. Diga a seu
pai o que está me negando. – Os olhos felinos de
Aro pararam no rosto de Carlisle e por um
momento o brilho insolente da superioridade
desapareceu, deixando um vazio profundo turvar
os olhos leitosos. Carlisle devolveu o olhar
cheio de súplica de Aro com uma certa indignação
e incredulidade. Seja qual fosse o jogo de Aro,
ele estava tendo êxito.
- Eu venho oferecer ajuda. – Sorriu Aro. Por um
momento o silêncio nos envolveu como uma névoa.
Nos pés da colina verdejante, Volterra queimava
silenciosamente como uma vela esquecida na
escuridão, enquanto a manhã se aproximava como
uma profecia.
- Por quê diabos você imagina que nós precisamos
de ajuda? – Disse Jacob, suas palavras se
arrastando como correntes. O corpo enorme e
moreno tremia sob minhas mãos, e a quentura que
emanava dele fazia minha pele arder. – Vocês vão
morrer malditos. – Sibilou ele. Vi quando minha
mãe pressionou o ombro nu, tentando fazê-lo se
acalmar, mas Jacob fitava o rosto impenetrável
de Aro obstinadamente.
- Ah meu caro, mas você há de concordar comigo
que, se deseja levar a cabo minha morte e a de
meus iguais, terá de abrir mão de uma pessoa
muito importante para vocês. – Ele sorriu. –
Creio que ainda não tenham encontrado a querida
Alice.
Observei o rosto de meu pai se contorcer numa
máscara de ódio, suas mãos pálidas se fecharam
em punho.
- Edward... – Sussurrou minha mãe, olhando-o
pelo canto dos olhos. Eu conhecia aquele tom
implícito em sua voz, era muito fácil saber o
que ela estava pensando, mesmo não podendo ler
seus pensamentos. Aquele tom significava:
Edward, o quê está acontecendo?
Meu pai não desviou os olhos de Aro quando
falou:
- Ele sabe algo sobre Alice. Está escondendo a
informação de mim. – Disse ele, os dentes
cerrados, as costas tensas. Ah Aro, seu demônio
astuto. Eu entendia perfeitamente o processo, o
único meio de esconder certos pensamentos de meu
pai, e aparentemente Aro descobrira a mesma
coisa.
- Ah não me recriminem. De que outra forma eu
poderia garantir a minha segurança e a de meus
queridos irmãos? – Aro lançou seus olhos opacos
a Carlisle, que ouvia tudo imerso num silêncio
intransponível. Dentro de sua imensa calma ele
ponderava sem nada dizer.
Havia algo realmente perturbador na forma como
Jane e Demetri olhavam para os lados
furtivamente, como se procurassem por algo, uma
saída talvez? Não. Eu não sabia o que era, mas
estava me incomodando profundamente, e esse
desconforto parecia não ser percebido por mais
ninguém. Minha mãe e Jacob – ao meu lado
esquerdo – mantinham seus olhos fixos em Aro e
Caius, e meu pai, assim como Carlisle, se
mantinha focado nos pensamentos que Aro tentava
camuflar. Então, o que seria essa sensação
soturna apertando meu peito? Meus pensamentos
foram interrompidos pela voz felina de Aro:
- Vejam bem, vocês não me deixaram escolha. Eu
tive que consertar a bagunça que vocês fizeram.
Primeiro uma mestiça, e depois uma legião de
imortais descrentes de nossas leis? O que vocês
acham que teria acontecido se eu não
interviesse? Eu tive que retirar as maçãs podres
que vocês deixaram em nosso cesto, antes que um
bando de desordeiros acabasse nos expondo. E a
culpa pelas mortes deles, meus caros, é
unicamente sua. Os Cullens trouxeram a morte até
eles quando decidiram reuni-los para enfrentar a
justiça que há tantos séculos têm nos protegido
e nos preservado.
- Justiça? Você vem até mim se gabar de sua
justiça? – Falou Carlisle, a voz anormalmente
alterada oscilando no ar gelado da madrugada.
Aro olhou-o atônito, e por um momento seus olhos
endureceram. – Você sempre se importou apenas
com o poder. Tudo que desejou sempre foi poder.
Sua justiça anda de mãos dadas com seus
interesses. Você sabia que a criança não era uma
ameaça, sabia que não tínhamos violado as leis,
e mesmo assim foi até Forks por pura ambição.
Então eu novamente lhe pergunto Aro: o quê quer
de nós?
Os primeiros raios de sol iluminaram o rosto
inabalável de Carlisle, refletindo
majestosamente na pele e nos cabelos lustrosos.
As árvores se acenderam num verde oliva
brilhante, e o fogo que consumia Volterra foi
finalmente ofuscado pelo sol italiano.
- Só eu sei onde Alice está. – Disse Aro numa
voz baixa e incisiva, as sombras ocultando seu
rosto. – Se a querem, terão de pedir perdão e se
submeter ao governo Volturi. Quero que
compreendam essa condição, quero que entendam
que não há outra forma de remediar o estrago que
fizeram e o que isso significou para nosso
mundo. Se se curvarem à mim, tudo será esquecido
e poderemos, ambos, retomar nossas vidas ao
longo da eternidade, como foi predestinado
quando nos tornamos imortais.
- O quê? – Eu falei, sentindo uma golfada de
incredulidade subir a minha garganta. O tom
áspero de minha voz cortou o silêncio, e era
como se eu mesma estivesse me observando,
escutando minhas próprias palavras flutuarem
naquele véu de tensão. – Submissão? Você tentou
nos matar vezes incontáveis, e chegou muito
perto de conseguir. Minha família e eu temos
todos os motivos possíveis para destruir esse
clã imundo que você chama de seu governo e
nenhuma lei imortal nos punirá por isso. Como
você bem sabe Aro, no nosso mundo, é matar ou
morrer.
- Minha jovem, você nada entende sobre nosso
mundo ou as leis que o governam.
- Eu entendo o suficiente para repudiar essa sua
proposta, para achá-la tão vil e baixa quanto
suas desculpas mentirosas sobre regras e leis
que só existem no seu livrinho de aquisições.
Mas você não vai me ter Aro, e não terá Alice,
ou Zafrina, ou Willian... Não vai ter nada além
das cinzas de sua guarda derrotada e da sua
cidadezinha de fachada. – Eu estava gritando, e
não havia me dado conta de que avançara alguns
passos na direção de Aro, de modo que meu pai
ficara bem atrás de mim, contendo-me com suas
mãos gentis em meus ombros. Aro encarava-me com
olhos duros, a boca numa linha rígida. Quando o
silêncio caiu sobre os ecos de minha voz, eu
percebi que todos prendiam a respiração, como se
o simples ato de respirar fosse desencadear um
novo incêndio.
- Deixe-me ver Aro. Você sabe que cedo ou tarde
eu vou descobrir onde ela está. – A voz de meu
pai ressonou como o farfalhar do vento nas
árvores. Atrás de Aro, Caius estremecia
incontrolavelmente, e vê-lo tenso daquela forma
acendeu novamente a chama de desconfiança em
mim. O vento varria a clareira, onde os
primeiros raios de sol penetravam pelas
folhagens baixas das árvores. Imersos nas
sombras da encosta do vale, Jane e Demetri
observavam estáticos, duas estátuas de pedra com
olhos vivos, que corriam de rosto a rosto como
abelhas que colhem o néctar. Cada vez que meus
olhos se encontravam com os de Jane, uma pontada
fria subia por minhas pernas, indo se instalar
em meu estômago. Não era medo, nem tampouco
receio de enfrentá-la numa luta novamente – se
ser jogava ao chão em convulsões violentas podia
ser chamado de luta. Era algo como um segredo
que compartilhávamos, um destino em comum que se
cruzara por acidente, e agora se chocava a cada
nova curva. No meu coração e no dela, vivia a
sombra da ausência que atendia pelo nome de
Alec.
Voltei meus olhos para o rosto de meu pai,
fugindo do olhar gelado de Jane por um momento.
Apenas dois metros atrás de nós, minha mãe
amparava o corpo enfraquecido de Jacob, sem, com
isso, abandonar o posto de “escudo”. Eu podia
ver nos olhos dela a concentração intensa, o
foco que não oscilava nem por um segundo e foi
essa mesma expressão que encontrei no rosto de
meu pai. A testa vincada, os olhos semicerrados,
os dentes apertados. E Aro resistia, permanecia
imóvel por vários minutos, até seus olhos
ganharem novamente o foco e um sorriso afetado
se abrir em seus lábios frios.
A batalha mental prolongou-se, fazendo com que
cada minuto parecesse demorar mil anos, e a cada
segundo de silêncio, um novo peso somava-se a
balança de tensão que nos envolvia. Em certo
momento, eu comecei a pensar nos outros.
Rose, Emmet, Esme, Jasper... Todos na espera de
uma direção para seguir, qualquer pista que nos
levasse até Alice. Nossos aliados também
deveriam estar preocupados com nossa demora,
logo sairiam a nossa procura, era certo. E
Willian? Será que estava bem com sua Lavínia? E
Zafrina? Sam e os outros teriam encontrado sua
prisão? Onde estariam Benjamin e os outros? Eu
vaguei por esses nomes, vendo os rostos
conhecidos em minha mente, sabendo onde,
inevitavelmente, meus pensamentos me levariam.
Alec. Por onde andaria meu querido Alec? Meu
coração se apertava no peito, como se estivesse
sendo esmagado por mãos de ferro. A lembrança
daqueles últimos momentos ardia em minha mente
como álcool sobre uma ferida aberta. Cerrei meus
dentes em silêncio, tentando impedir a dor que
vinha com aqueles pensamentos e num ato de
extrema covardia, eu me virei lentamente para
trás, para alcançar os olhos escuros de Jacob,
aquele bálsamo que entorpecia todas as minhas
dores. Ele me olhou quando percebeu meus olhos
encarando-o, e sustentou meu pedido de socorro
mudo. Ele sabia, eu vi isso quando ele desviou o
olhar de mim. Aquela resignação me comoveu e me
envergonhou, eu sentia que diminuía ou que
simplesmente me desfazia na terra, como fumaça,
como poeira. Jacob sabia que eu me importava com
Alec, mais do que deveria, mas do que gostaria.
Ele entendia isso, e esse entendimento era a
faca cega que penetrava meu coração cada vez que
eu o olhava, cada vez que ele surpreendia a
distância no meu olhar. Mas Deus... eu o amava
tanto! Amava cada ínfima parte dele, cada
aspecto ininteligível do ser que ele era, e
mesmo assim, não podia deixar de pensar em Alec.
Virei meu rosto envergonhado novamente para
frente, e surpreendi um leve tremor sacudir os
ombros esguios de Aro.
- Não. Vai. Entrar. – Disse ele, cerrando os
dentes e pronunciando cada palavra
separadamente, com grande dificuldade para
ocultar nelas o ódio que borbulhava tão perto da
superfície.
- Onde está ela Aro. – Sibilou meu pai. – Onde
está Alice?
- Submissão Edward. Implore meu perdão e terá
sua irmã de volta. – Disse ele, os olhos opacos
desvairados quase pulavam das órbitas, a boca
entre aberta deixando a mostra os dentes curtos
e brancos. Aro arfava como um touro prestes a
avançar, suas mãos pálidas fechadas em punho
pendiam ao lado do corpo desajeitadamente. –
Implore Edward, chiedo scusa. – Gritava ele.
- Para o inferno com seu perdão Aro, eu vou
arrancar sua cabeça fora se não me disser onde
ela está. – Grunhiu meu pai, avançando
lentamente em direção de Aro.
- Edward. – Minha mãe chamou, tentando contê-lo.
Ela largou o braço de Jacob e avançou com ele,
tendo o cuidado de interpor-se entre mim e Aro.
Jacob oscilou, sustentando o corpo numa árvore
próxima. Fui até ele, apreensiva com a demora de
sua regeneração, e enlacei a cintura quente.
- Jake, quanto tempo até poder se transformar? –
Perguntei num sussurro, apreensiva e
completamente aterrorizada com a idéia de Jacob
tão vulnerável diante de tal situação.
- Eu não sei. – Disse ele, apertando os olhos
com os dedos. – Eu já deveria estar mastigando
esses sanguessugas malditos. Talvez se eu me
concentrar... não estou mais tão fraco assim. –
Ele fechou os olhos e tentou controlar a
respiração, afim de encontrar dentro dele a
porta que o levaria deste mundo e traria o lobo
castanho avermelhado para fora, para a
liberdade.
- Não se esforce tanto. Nós podemos cuidar da
situação por enquanto. Meu pai está jogando com
Aro, ele vai arrumar um jeito de descobrir aonde
o maldito escondeu Alice. – Tranqüilizei-o,
enquanto afagava suas costas nuas, tentando
acreditar em minhas próprias palavras. Na
realidade, eu duvidava que aquela situação
assustadora se sustentasse por mais um segundo
sequer, especialmente por quê Demetri já estava
posicionado para o ataque, ao lado de Aro e
ocultando um apavorado Caius atrás de si. E
Jane... maldição, por quê Jane não estava
ocupando seu habitual lugar ao lado de Aro? Por
quê ela espreitava por sobre o ombro de Caius,
mal contendo o impulso de olhar para os lados
enquanto seu mestre estava prestes a se atracar
com meu pai? Algo estava terrivelmente errado
com Jane e eu não gostava disso mais do que Jake
gostava de se sentir impotente frente ao
inimigo.
- Eu vou te dar uma última chance Aro. – Grunhiu
meu pai.
- Edward, se pudermos evitar essa luta será
melhor para todos. – Disse Carlisle, pousando a
mão no ombro de meu pai.
- Ele não me dá escolha Carlisle...
- Ah mas eu te dei sim uma escolha. Você é quem
a recusa insolentemente. Seu orgulho matará a
todos nós. – Disse Aro, a voz trêmula e
descontrolada. – Ou melhor. Matará vocês todos!
– Aro gargalhou, o som frio de sua risada felina
soou como um dejá vú em meus ouvidos. Em minha
mente a campina infinitamente verde se acendeu
como um fantasma recém despertado.
- Meu Deus Aro... o quê você fez? – A voz
subitamente atemorizada de meu pai me alarmou.
Ele enrijeceu, e mesmo de costas eu podia
adivinhar a expressão vazia em seus olhos.
- O quê foi Edward? – Perguntou minha mãe, uma
pontada de desespero despontando em sua voz
macia, os olhos assustados fitando o rosto
imóvel de meu pai...
- Eu fiz o que tinha que fazer meu querido
Edward, e agora, nós veremos quem tem o cachorro
mais bravo.
Continuação
Eu observei, imóvel, o rosto de Aro se contorcer
num esgar doentio, enquanto Demetri afastava os
dois anciões para o meio das árvores. Jane
virou-se de costas para nós e fitou as sombras
nevoentas da floresta que nos cercava. Seus
olhos se ascenderam, focaram um nada longínquo,
como se estivesse chamando por alguém – ou por
alguma coisa. Tudo aconteceu tão rápido, e mesmo
assim, em minha mente entorpecida, eu via um
slow motion se desenrolar frente a meus olhos.
Meu pai se virou, puxando pelo braço minha mãe,
e quando nossos olhos se cruzaram, eu pude ver o
desespero comprimindo sua alma. Num grito
sufocado, eu vi os lábios dele formarem as
palavras: saia daqui Ness. Mas eu não pude me
mover, e com Jacob igualmente imóvel ao meu
lado, eu presenciei o momento mais aterrorizante
de minha vida.
Um grunhido doentio explodiu em meio às árvores,
uma fusão monstruosa de um rosnado gutural e uma
voz humana, gritando desesperada. Jane murmurava
palavras ininteligíveis em uma língua que
parecia-se muito com os idiomas árabes, seus
olhos pequenos fitavam a criatura encoberta
pelas sombras, fazendo-o obedecê-la, machucando
a coisa como um toureiro atiça o touro bravo.
Mas o quê diabos era aquilo?
- Ness, venha. – Gritou meu pai. Esforcei-me ao
máximo para desviar meus olhos daquela silhueta
deformada que se debatia entre as árvores, e
quando os olhei, vi meu pai e minha mãe vindo em
minha direção. Minha mãe agarrou meu pulso e me
puxou, eu quase não sentia meu corpo se mover.
- Pode andar? Nós precisamos sair daqui agora.
Precisamos encontrar os outros. – Ouvi meu pai
murmurar apressadamente para Jacob.
- Que merda é essa Edward? Aquela coisa não
cheira bem. – Disse Jacob.
- Aquilo é um lobisomem. Um verdadeiro.
- Pensei que estivessem extintos Edward. – Disse
minha mãe, a voz trêmula e as mãos firmes
enlaçando meu pulso.
- Eu também pensava assim. Lobisomens não são
vistos há mais de mil anos.
- Edward, como isso é possível? Estamos no meio
do dia. – Replicou Carlisle. – Eles são filhos
da lua, não tem como aquilo ser um lobisomem
autêntico.
Filhos da lua. Eu já ouvira algo sobre eles.
Criaturas noturnas altamente infecciosas.
Brutais. Sanguinários. Feras sem consciência.
Mas eu sempre pensei que fossem lendas, ou que
deixaram de existir em algum período remoto.
- Pai, por quê estamos fugindo assim? Não
podemos deixar Aro escapar, ainda mais agora. Se
aquele monstro fugir... Se chegar às cidades...
Ele não parecia muito à vontade com as ordens de
Aro. – Meu pai me lançou um olhar
intransponível. Nós corríamos pelo vale
nevoento, por entre a vegetação fechada onde a
luz do sol ainda não havia chegado. Um silêncio
se formou em volta daquela pergunta, todos nós
esperávamos por respostas, tentando encontrá-las
em nossos próprios pensamentos confusos.
- Aro fez alguma coisa com aquela criatura. A
mente dele é um vazio, completamente oca,
nenhuma centelha de consciência. Aro não me
deixou ver muita coisa, da alguma forma ele
adquiriu um controle mental quase
intransponível. Está deixando as informações
escondidas em um lugar subconsciente. Se eu
tivesse os dons dele eu saberia encontrá-los. –
Disse meu pai após uma longa pausa. Ele ponderou
por um momento e continuou: - Ele deve ter
encontrado uma das últimas criaturas dessa
espécie que ainda havia no mundo, mas se aquela
criatura morder um humano, nós certamente vamos
ter sérios problemas.
- Eles são incontroláveis, famintos, e como
Edward disse, não têm consciência de que devem
se manter anônimos aos humanos. Eles apenas
matam. Aro foi longe demais quando trouxe aquela
criatura para civilização. Se ele escapar, o que
certamente não vai demorar, os humanos dessa
região estarão correndo sério perigo.
- Não é só os humanos que estão em perigo
Carlisle. – Disse meu pai, taciturno. – Uma das
poucas coisas que vi na mente de Aro, e que foi
confirmada na mente de Caius, foi o que essas
bestas fazem com a nossa espécie. – Ele parou,
sondando nossos rostos. – Você nunca se
perguntou por quê Caius os teme tanto?
- Não me diga que...
- Sim. O mesmo veneno que infecta humanos e os
transforma, é capaz de paralisar um corpo
imortal de forma irreversível. É talvez a única
forma de morte que dispomos, além da fogueira. –
O silêncio pairou novamente sobre nossas
cabeças, enquanto nossos pés se apressavam em
direção ao norte, onde nossos aliados nos
esperavam. Um medo subido e inflamado me
dominou, pensando no que poderia ter acontecido
se não tivéssemos saído imediatamente de lá, e o
que aconteceria se não encontrássemos os outros
a tempo.
- O quê pode matá-los? – A voz rouca de Jacob
rompeu o silencio. Eu me sobressaltei com a
expressão rígida em seu rosto quando o encarei.
Meu pai ponderou por um momento.
- Eu não conheço muito dessas criaturas. –
Suspirou meu pai. – Mas estou partindo do
princípio de que a maioria de nossos dons não
surtem efeito nele.
- E por que não? – Perguntou minha mãe alarmada.
- Por quê a maioria dos nossos dons agem na
mente e aquela criatura não tem uma mente,
apenas uma vaga percepção das coisas.
- Como um animal? – Perguntei.
- Exatamente como um animal. – Respondeu meu
pai.
- Edward, isso não faz nenhum sentido. Você viu
o que Jane estava fazendo com ele, incitando-o,
enfurecendo o bicho contra nós. Se ela pode
causar efeito na mente dele, por quê nós não
podemos?
- Bella, aquela criatura ainda tem certas
percepções, mas nenhuma delas é mais humana.
Possivelmente ele é um lobisomem há milhares de
anos. Ele ainda têm percepção de perigo, de
fome, de dor... as coisas básicas. Para todos os
efeitos ele é um animal infinitamente forte e
imortal. O quê Jane estava fazendo é justamente
incitar um dos poucos pontos de acesso da mente
dele. A dor, é só disso que ela precisa. De que
adianta eu ler os pensamentos dele se não há
nada coerente para se ver? – Minha mãe encarou-o
aflita, os olhos âmbar cintilaram em mim por um
momento antes de retornar aos de meu pai.
- Ok, ele é ignorante, mas o quê diabos pode
matar aquela coisa? – Interrompeu Jacob. – Uma
bala de prata? Uma estaca de prata? Um crucifixo
de prata? – Ironizou ele, impaciente.
- Talvez só a força bruta. – Respondeu meu pai,
olhando novamente de mim para minha mãe, o
típico olhar de um pai de família preocupado. –
Mas é perigoso demais nos aproximar. Nós não
sabemos quase nada sobre ele, a nossa única
chance está escondida na mente de Aro.
- Precisamos achá-lo Edward. – Disse minha mãe.
Eu pude perceber o desespero contido na voz
dela. Meu pai trocou um olhar cheio de tensão
com Carlisle e disse:
- Carlisle e eu cuidaremos disso. Agora, eu
quero que você, Nessie e Jacob continuem até
encontrar os outros.
- Edward...
- Bella, escute. – E ele parou, pegando o rosto
de minha mãe entre as mãos. Eu e Jacob paramos
um pouco a frente. Meu pai suspirou, o rosto
contraído, e disse: - Não importa o que
aconteça, não volte. Corra para o mais longe
possível desse monstro e leve Nessie com você
para algum lugar seguro, algum lugar onde Aro
não poderá encontrá-las. Quando encontrar nossos
aliados, diga a eles o que aconteceu e em
seguida saia daqui. Cuide de Nessie se eu não
voltar, fique perto das matilhas, eles vão
proteger vocês. Se precisar de dinheiro, de
passaportes, de qualquer coisa, você sabe onde
encontrar. Vá, saia daqui e não pare até estar
longe e a salvo.
Eu vi o terror estampado na face pálida de minha
mãe. Vi a súplica se derramando dos olhos
penetrantes de meu pai, e embora eu pudesse
pensar em mil coisas para dizer naquele momento,
eu não consegui formular sequer uma palavra.
- Jake... – Começou a dizer meu pai, olhando-nos
com carinho.
- Eu sei. – Interrompeu Jacob, a voz embargada,
os olhos turvos. – Você não precisa me pedir
para cuidar delas com minha própria vida. Eu
venho fazendo isso há anos, e eu vou continuar
cumprindo a promessa que te fiz quando ela
nasceu. – Jacob olhou para mim, o rosto
impenetrável. – Quando elas estiverem a salvo,
eu volto e te acho nem que seja no inferno. –
Meu pai assentiu, sem nada dizer, o
agradecimento mudo morrendo em seus olhos que
não podiam chorar, e apesar da dor que separava
todos nós novamente, abrindo novos buracos,
todos nós sabíamos o quanto era preciso que
fôssemos fortes.
Meu pai me abraçou antes de ir. Beijou minha mãe
nos lábios selando aquela que poderia ser sua
última promessa, de que a amaria eternamente,
não importa como ou onde. Carlisle se despediu
de nós, tornando tudo mais difícil, fazendo com
que o fantasma do medo se tornasse mais real.
Despedir-se era sempre uma incerteza, mas aquele
adeus pareceu mais do que nunca um mal agouro.
Eles deram meia volta, então, seguindo novamente
para a encosta do morro que cercava Volterra, e
antes que suas silhuetas fossem encobertas pelas
árvores frondosas, o som indistinto de passos
fez todos congelarem em seus lugares. Meio
segundo se passou até aqueles passos nos
alcançarem. Meu pai apenas esperou, paciente. E
de alguma forma, eu sabia quem estava vindo ao
nosso encontro.
- Eu sei onde Aro vai estar. – Disse a voz
melodiosa e inabalável que eu conhecia tão bem.
– Eu posso levá-lo até ele Edward. – Alec
imergiu das árvores com um manto negro
cobrindo-lhe a face. Meu pai olhou-o
pacientemente por um segundo enquanto Alec
mantinha em sua expressão o mais simples e
verdadeiro olhar, tão diferente dos olhos
sombrios que antes enfeitavam seu jovem rosto.
Olhando para ele agora, eu não conseguia
imaginá-lo um Volturi, nem mesmo com o manto
negro e com o medalhão que trazia o brasão de
seu antigo clã brilhando em seu peito, Alec não
parecia mais com um deles.
- Sua ajuda é mais que bem vinda Alec. – Disse
meu pai. – Vamos, se apresse, nós não temos
muito tempo.
By: Anna Grey
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promoção prorrogada jogo cripto lua nova o filme
Esses dias atrás lançamos em nosso fã site este maravilhoso passatempo chamado cripto plus eles é uma maneira interativa de jogar e passar o tempo e ainda melhor com a nossa capa de nossos ídolos inesquecíveis e conteúdo do filme lua nova e as primeiras 2000 pessoas que adquirir este passatempo vai levar brindes do filme lua nova e crepúsculo vale a pena mesmo adquirir galera estamos contando com a sua ajuda porque em breve vai chegar o boleto do pagamento do site e precisamos arrecadar este dinheiro para manter o site no ar por que esta hospedagem é um pouco carinha vamos nos unir que tudo no final vai dar certo.
lembrando que as primeiras 2000 pessoas que pedi o passatempo ira ganhar 4 brindes do filme crepúsculo e lua nova vale a pena mesmo adquirir este produto
tudo isso vai ser por apenas 4 reais






































