Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais
que uma homenagem ao trabalho maravilhoso de
Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da
saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo ainda INCOMPLETO. Será atualizado assim
que eu terminar de digitar. Só estou postando
incompleto para que vocês não mandem uma
tonelada de reclamações. Boa leitura a todos!
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Capítulo 38 – Volturi Parte 1
- Por que não se
juntam a nós também meu caro Edward, adorável
Bella, meu querido amigo Carlisle... Vamos, não
precisamos tornar isso algo tão desagradável. –
Enquanto eu ouvia os passos silenciosos de meus
pais atravessando as árvores como vultos, meus
olhos não conseguiam abandonar o rosto lívido e
poeirento de Aro. O céu estava pálido, limpo
como um espelho, e o azul profundo tornava-se
cada vez mais claro, ofuscando as luzes
distantes das últimas estrelas.
- Ah, aí estão vocês. – Sorriu Aro, fitando com
entusiasmo os rostos enfurecidos de meus pais.
Jacob tremia ao meu lado, e eu tentava sustentar
o peso dele sem deixar que meus joelhos
cedessem. Os mantos negros de Aro e Caius
estavam chamuscados e rasgados em várias partes,
e seus cabelos sempre impecavelmente brilhantes
e bem arrumados, formavam um emaranhado grotesco
em volta de seus rostos pálidos. A noite não
estava sendo muito fácil para eles também, eu
imaginei.
- Resolveu parar de se esconder feito uma
barata? Isso definitivamente não é do seu feitio
Aro. – A voz serena de meu pai irrompeu das
árvores, e era tão fria, tão dura... Eu estava
perfeitamente calma a despeito dos pulos ferozes
que meu coração dava em meu peito. Sentia-me
completamente alerta, como estive na noite em
que Jacob e eu lutamos contra Félix e Heidi, a
sensação do perigo aumentava a proporção
funcional de cada célula de meu corpo. Eu podia
sentir, ouvir e ver cada detalhe perdido na
noite que começava a ceder lugar àquela
madrugada fria. O sangue de Jacob trabalhava em
mim freneticamente, eu podia senti-lo percorrer
minhas veias, devolver-me a efetividade dos meus
dons naturais, e aqueles não tão naturais. A
silhueta de Aro moveu-se sob a luz alaranjada
que pairava no horizonte, e como por reflexo, o
corpo esguio de minha mãe parou do outro lado de
Jacob como uma sombra, sustentando-o melhor que
eu. Carlisle seguiu os passos friamente medidos
de meu pai, que se postou ao meu lado direito,
um pouco mais a frente, tão protetor quanto
sempre fora.
- Eu sei o que você quer. E a resposta é não. –
Sibilou meu pai.
- É claro que sabe... Você sabe todas as coisas,
jovem Edward, ou pelo menos pensa saber. –
Aquela solenidade fajuta, aquele tom afetado na
voz invariavelmente sedosa e gentil... Aquela
falsidade me matava, me deixava doente de ódio.
Meu sangue – o sangue de Jake – ferveu em minhas
veias. Involuntariamente, fechei meus punhos ao
redor da cintura de Jacob, tentando conter o
tremor dele e o meu próprio.
- Edward, o que está acontecendo? – Intercedeu
Carlisle, a voz calma balbuciando a pergunta
como um meio de aliviar a tensão. Sempre o
pacificador.
- Diga a ele o que quero meu rapaz. Diga a seu
pai o que está me negando. – Os olhos felinos de
Aro pararam no rosto de Carlisle e por um
momento o brilho insolente da superioridade
desapareceu, deixando um vazio profundo turvar
os olhos leitosos. Carlisle devolveu o olhar
cheio de súplica de Aro com uma certa indignação
e incredulidade. Seja qual fosse o jogo de Aro,
ele estava tendo êxito.
- Eu venho oferecer ajuda. – Sorriu Aro. Por um
momento o silêncio nos envolveu como uma névoa.
Nos pés da colina verdejante, Volterra queimava
silenciosamente como uma vela esquecida na
escuridão, enquanto a manhã se aproximava como
uma profecia.
- Por quê diabos você imagina que nós precisamos
de ajuda? – Disse Jacob, suas palavras se
arrastando como correntes. O corpo enorme e
moreno tremia sob minhas mãos, e a quentura que
emanava dele fazia minha pele arder. – Vocês vão
morrer malditos. – Sibilou ele. Vi quando minha
mãe pressionou o ombro nu, tentando fazê-lo se
acalmar, mas Jacob fitava o rosto impenetrável
de Aro obstinadamente.
- Ah meu caro, mas você há de concordar comigo
que, se deseja levar a cabo minha morte e a de
meus iguais, terá de abrir mão de uma pessoa
muito importante para vocês. – Ele sorriu. –
Creio que ainda não tenham encontrado a querida
Alice.
Observei o rosto de meu pai se contorcer numa
máscara de ódio, suas mãos pálidas se fecharam
em punho.
- Edward... – Sussurrou minha mãe, olhando-o
pelo canto dos olhos. Eu conhecia aquele tom
implícito em sua voz, era muito fácil saber o
que ela estava pensando, mesmo não podendo ler
seus pensamentos. Aquele tom significava:
Edward, o quê está acontecendo?
Meu pai não desviou os olhos de Aro quando
falou:
- Ele sabe algo sobre Alice. Está escondendo a
informação de mim. – Disse ele, os dentes
cerrados, as costas tensas. Ah Aro, seu demônio
astuto. Eu entendia perfeitamente o processo, o
único meio de esconder certos pensamentos de meu
pai, e aparentemente Aro descobrira a mesma
coisa.
- Ah não me recriminem. De que outra forma eu
poderia garantir a minha segurança e a de meus
queridos irmãos? – Aro lançou seus olhos opacos
a Carlisle, que ouvia tudo imerso num silêncio
intransponível. Dentro de sua imensa calma ele
ponderava sem nada dizer.
Havia algo realmente perturbador na forma como
Jane e Demetri olhavam para os lados
furtivamente, como se procurassem por algo, uma
saída talvez? Não. Eu não sabia o que era, mas
estava me incomodando profundamente, e esse
desconforto parecia não ser percebido por mais
ninguém. Minha mãe e Jacob – ao meu lado
esquerdo – mantinham seus olhos fixos em Aro e
Caius, e meu pai, assim como Carlisle, se
mantinha focado nos pensamentos que Aro tentava
camuflar. Então, o que seria essa sensação
soturna apertando meu peito? Meus pensamentos
foram interrompidos pela voz felina de Aro:
- Vejam bem, vocês não me deixaram escolha. Eu
tive que consertar a bagunça que vocês fizeram.
Primeiro uma mestiça, e depois uma legião de
imortais descrentes de nossas leis? O que vocês
acham que teria acontecido se eu não
interviesse? Eu tive que retirar as maçãs podres
que vocês deixaram em nosso cesto, antes que um
bando de desordeiros acabasse nos expondo. E a
culpa pelas mortes deles, meus caros, é
unicamente sua. Os Cullens trouxeram a morte até
eles quando decidiram reuni-los para enfrentar a
justiça que há tantos séculos têm nos protegido
e nos preservado.
- Justiça? Você vem até mim se gabar de sua
justiça? – Falou Carlisle, a voz anormalmente
alterada oscilando no ar gelado da madrugada.
Aro olhou-o atônito, e por um momento seus olhos
endureceram. – Você sempre se importou apenas
com o poder. Tudo que desejou sempre foi poder.
Sua justiça anda de mãos dadas com seus
interesses. Você sabia que a criança não era uma
ameaça, sabia que não tínhamos violado as leis,
e mesmo assim foi até Forks por pura ambição.
Então eu novamente lhe pergunto Aro: o quê quer
de nós?
Os primeiros raios de sol iluminaram o rosto
inabalável de Carlisle, refletindo
majestosamente na pele e nos cabelos lustrosos.
As árvores se acenderam num verde oliva
brilhante, e o fogo que consumia Volterra foi
finalmente ofuscado pelo sol italiano.
- Só eu sei onde Alice está. – Disse Aro numa
voz baixa e incisiva, as sombras ocultando seu
rosto. – Se a querem, terão de pedir perdão e se
submeter ao governo Volturi. Quero que
compreendam essa condição, quero que entendam
que não há outra forma de remediar o estrago que
fizeram e o que isso significou para nosso
mundo. Se se curvarem à mim, tudo será esquecido
e poderemos, ambos, retomar nossas vidas ao
longo da eternidade, como foi predestinado
quando nos tornamos imortais.
By: Anna Grey
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