Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
Clique Aqui para voltar ao home do Rising Sun
Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 22 – A Queda Das Testemunhas - Parte 1
- Você precisa me levar até ela. Tem que me levar até Alice. – Meus
sussurros reverberavam pelas paredes de pedra, de alguma forma soavam
mais suplicantes do que exigentes. Eu não me importei.
- Sabe que eu não posso fazer isso. – disse Alec consternado. – Eu não
fui perdoado, Aro apenas me ofereceu uma segunda chance por quê valoriza
demais minhas habilidades, mas está de olho em mim. Caius está furioso
comigo, se não temesse tanto meus poderes, ele já teria me destruído
pessoalmente. – A desesperança esgueirava-se nos cantos úmidos de minha
cela, mas eu não podia me deixar vencer. Tinha que arrumar um jeito de
chegar até Alice, falar com ela. Eu precisava mais do que tudo ouví-la
dizer que os outros estavam bem, foragidos talvez. Precisava contar com
isso, era uma fé cega que queimava fragilmente em meu peito, dando-me
forças para não sucumbir naquele chão imundo.
- Eu nem ao menos sei aonde Aro a escondeu. – Alec suspirou,
recostando-se nas grades maciças. Eu estava feliz por vê-lo vivo de
qualquer forma, por Aro ser tão egoísta a ponto de perdoar a traíção
dele apenas por não querer perder a vantagem de seus poderes. Sentia-me
mal por pedir que colocasse sua vida em risco de novo, por mim, por
minha família, mas que escolha eu tinha?
- Então leve-me até Zafrina. Aponte-me uma direção. – Eu andava de um
lado para outro, cubrindo o espaço da cela apenas com dois passos,
tentando inutilmente encontrar um modo de escapar. – Alec, eu agradeço
muito o que fez por mim, e me odeio por estar te pedindo isso, mas eu
não tenho escolha, e cada minuto que eu passo aqui, é mais um minuto que
me separa de minha família. – Me aproximei de seu rosto perfeitamente
liso, os olhos vermelhos prendendo-se em meu rosto com voracidade. –
Você é minha última esperança. Por favor. – Eu sei que não deveria, e
que essa era a coisa mais fútil e errada que eu já pensara em fazer, mas
foi algo que me surpreendeu tanto quanto à ele. Talvez algo que eu mesma
não esperava, brotando em mim silenciosamente, talvez um reflexo bruto
do meu próprio medo, só sei que foi real. Eu me aproximei de seu rosto
até sentir a respiração fraca e suave em minha pele, e minha consciência
por um momento ficou muda. Meus olhos acompanharam tudo com uma frieza
estarrecida, como se eu mesma não acreditasse que estava fazendo aquilo.
Senti os lábio frios e macios nos meus, tocando levemente minha pele, e
o aroma doce e suave que me envolvia por todos os lados. Ví claramente
cada nuance carmim ardendo em suas pupilas, encarando-me atônito daquele
mar de sangue e imortalidade, e era como se por um momento eu pudesse
ver todos os anos, décadas, todos os séculos da vida dele. Alec, quem é
você?
Senti suas mãos em minhas costas, deixando um rastro tão frio por onde
passavam, que chegava a me queimar. Minha boca se abriu em volta
daqueles lábios frios, tão impossivelmente vivos, contradizendo a
aparência rígida eles eram tão suaves quando seda.
Ele fechou os olhos, cerrando o fogo que ardia por tráz de suas
pálpebras finas, ocultando de mim sua alma, que agora queimava
silenciosa através de seu toque. O ar oscilou a minha volta, senti a
parede de pedra em minhas costas, onde um segundo antes ele estava
encostado. Seu corpo me pressionou contra a pedra lisa, e eu pude sentir
seu peito rígido contra o meu. O calor me inundou, e ele vinha de dentro
de mim, irradiando atravéz de minha pele. Sim, eu era mais quente que
ele, mais macia, mais viva, embora ele nunca tivesse me parecido mais
vivo que agora. Eu sentia o poder emanando dele, me envolvendo como um
cazulo, todos os anos vividos, todas as coisas que ele viu, todo
mistério perdendo-se em mim como o gelo que se derrete sob o sol.
Sim Alec, eu sei quem você é. Nos encontramos agora...
Foi como uma brasa queimando contra o céu noturno, um fogo poderoso que
consumiu muitas coisas em poucos minutos. Mas então o mundo nos arrastou
de volta para a realidade, onde tudo era inabalavelmente mais frio e
escuro. Na verdade, uma voz nos repeliu, fazendo toda mágica apagar-se
como cores que desbotam com a chuva.
- Mais que coisa maravilhosa! Nosso Alec se apaixonou finalmente. –
Aqueles olhos...
Aqueles malditos olhos bem alí, escarnecendo de nós à três metros. Aro
sorria languidamente, com seu rosto macilento torcendo-se naquela
expressão falsamente gentil, enganosamente bondosa. Alec segurou
levemente minha mão, como se tentasse me dizer para manter a calma. Meus
músculos retesaram-se no momento em que senti seu cheiro, no segundo em
que ouvi sua voz prepotente. A única coisa em que eu conseguia pensar
era numa forma de romper aquelas barras de ferro que me separavam do
tirano infeliz. E não me importava que Jane – ao lado de seu tão amado
mestre – fosse fazer eu me contorcer no chão antes mesmo que eu tocasse
em Aro. Eu queria uma chance de me acertar com ela também.
- Não é maravilhoso minha querida Jane. A adorável Nessie entrou para
família. – Aro deliciava-se, Jane encarava Alec com pura revolta,
vincando suas feições angelicais.
Então era isso, eu pensei. Meu julgamento tinha finalmente chegado. Só
que agora eu não o queria. Fiquei olhando aquele rosto poeirento,
lembrando dos sonhos, revivendo as lembranças de quando eu era apenas
uma criança assustada com a perspectiva de causar a morte de meus pais,
de minha família.
- Então é isso Aro? – Falei, sentindo minhas cordas vocais tremerem. –
Você venceu? Já tem tudo que quer? – Aro fitava-me com uma expressão
profundamente satisfeita. O ódio borbulhava dentro de mim como um
caldeirão prestes a derramar.
- Abra Jane querida. – Aro continuou a me fitar enquanto Jane
destrancava a grade que mais cedo tinha sido destrancada por Alec. A
grade rangeu, o ferro maciço arrastou-se na pedra nua. Alec estreitou
sua mão na minha, seu rosto estava impassível, nenhuma expressão legível
em suas faces de porcelana.
- Venha Nessie, vamos dar uma volta. – Disse Aro, estendendo suas mãos
lívidas para mim.
- Você não vai me tocar, não vai entrar em minha mente. – Grunhi.
- Ora, está sendo grosseira. Mas se você prefere assim, que assim seja.
– Ele baixou a mão e com movimentos lentos ele se virou, caminhando como
um espectro pelo corredor escuro, o manto negro misturando-se as
sombras. Parou a meio passo quando percebeu que eu não o estava
seguindo.
- Venha minha querida, não há nada a temer. – Aro aguardava-me de
costas, como se não houvesse nada que pudesse ferí-lo em sua retaguarda.
Jane e Alec se encaravam, presos em suas discuções silenciosas. Soltei a
mão de Alec relutante, ele me lançou um olhar aturdido por um instante,
depois deixou-me ir. Jane seguiu logo atrás de mim, com Alec em seus
calcanhares. Coloquei-me ao lado de Aro, usando toda força que me
sobrara para não rasgar sua garganta. Ele sorriu para mim daquele jeito
que eu odiava, uma cobra querendo passar-se por uma centopéia fofinha.
- Isso. – Cantarolou ele satisfeito. – Vê? Nada tem a temer ao meu lado
querida. – Ele sorriu, seu rosto pétreo enrugando-se. – Agora vamos,
temos um longo dia nos aguardando hoje. E não se preocupe, terá suas
respostas antes do anoitecer.
Aro caminhava sossegadamente entre os túneis mal iluminados, subindo de
vez em quando um lance de escadas escorregadias, ou embrenhando-se
atravéz de portas de carvalho maciças. Por fim, quando já tínhamos
subido dois andares, a porta de um moderno elevador brilhou contra a luz
fraca de um saguão limpo e arejado. Compreendi que aquela grande câmara
estendia-se no subsolo muitos metros mais do que aparentava. Haviam alí
inúmeros patamares de pedra, entrando no solo cada vez mais fundo.
Entramos todos no elevador. Minha mente estava aturdida, mas
estranhamente silenciosa. Eu apenas observava tudo com uma clareza
perturbadora. Não sentia medo, não sentia nada. O elevador subiu,
parando suavemente dois andares acima. As portas metálicas se abriram,
revelando outro saguão muito bem decorado, mais amplo e claro que o
anterior. Assemelhava-se muito com a recepção de uma grande empresa, era
sóbrio, discreto e sofisticado em seus detalhes. Mas não me detive
neles, apenas segui Aro pelas portas duplas, que se abriram livremente,
revelando um grande salão retangular, onde três majestosos tronos
pairavam ao fundo. Então eu entendi. Era minha história, retrocedendo ao
início. Meus pais caminharam por esse grande salão uma vez, pararam em
frente a esses tronos, esperando o veredicto desse mesmo velho insolente
a meu lado. Só que desta vez eu estava só, e não esperava nada.
Avistei a figura loura e extremamente pálida, sentado folgadamente no
trono do lado direito. Caius se não me engano. Sim, com certesa era ele.
Uma expressão mal humorada e revoltada praticamente esculpida em suas
faces encovadas. Por todos os lados haviam vampiros, membros da guarda,
postados rigidamente com seus mantos acinzentados nos cantos mais
discretos do grande salão. Observando como estátuas vivas cada movimento
que fazíamos. Marcus não estava alí, seu trono jazia vazio ao lado
esquerdo do trono principal. Arrisquei uma olhada para tráz. Jane e Alec
seguiam lado a lado, mas tão distantes quanto jamais estiveram. “Os
gêmeos bruxos” como eram conhecidos, a poderosa ofensiva dos Volturi
estava seriamente ameaçada. Como estaria a guarda agora? Sem Félix, a
máquina de triturar vampiros, e com a confiança em Alec rachada? Eu
ainda não tinha avistado “os novos membros” e isso de certa forma me
perturbava. Aro não tinha o hábito de se cercar com o segundo escalão, e
isso significava más notícias para mim e para aqueles foragidos que
ainda lutavam por suas vidas onde quer que estejam.
Aro subiu os degraus até seu trono, e foi alí mesmo que eu parei. Jane
seguiu-o, postando-se ao seu lado esquerdo. Alec hesitou ao meu lado por
um momento, lançando-me um olhar de esguelha que eu tentei não devolver
em público, depois subiu os degraus até Aro, colocando-se em seu posto,
o qual ocupava a tantos anos. O braço direito de Aro. Será que Alec
ainda era assim considerado? Depois de arquitetar minha fuga, depois de
matar os membros de seu própria guarda?
Aro captou meu olhar, que seguia Alec em seus movimentos discretos. Deve
ter visto a pergunta muda estampada em meu rosto.
- Não consideramos um crime se apaixonar, sabe. – Disse Aro,
perscrutando meu rosto. Alec baixou a cabeça, ficou alí envergonhado, os
olhos presos no chão. Eu podia sentir sua vergonha, sua exasperação.
- E o que você considera um crime Aro? – Minha voz soava fria e
impassível. Caius encarou-me ferozmente de seu trono. Os olhos injetados
destacando-se na pele poeirenta e pálida. Jane lançava-me o mesmo olhar,
como se desejasse me queimar alí mesmo.
- Não vamos tratar desses assuntos agora. – Disse ele pensativo. –
Primeiramente, vou te explicar por quê você está aqui. – Aro encostou-se
imponente em seu trono e chamou numa voz baixa. – Demetri.
Um vulto negro passou por mim, e pousou como um fantasma ao meu lado.
Olhei-o atônita. Demetri, o infalível rastreador Volturi, estava alí, a
meu lado, as mãos juntas na frente de seu corpo imponente. O manto negro
cubrindo-lhe por inteiro, os olhos pequenos e hostis esperando as ordens
do mestre.
- Traga minha querida amazôna até aqui, creio que Renesmee adorará
revê-la. – Demetri assentiu, sem dizer palavra. – E diga à Willian que
quero vê-lo. Agora.
Demetri saiu, deixando novamente apenas seu rastro para tráz, um vulto
negro na pálida luz daquela câmara. Eu não me lembrava de nenhum Willian
na guarda Volturi, mas isso logo saiu de minha mente, dando espaço à
perspectiva de ver Zafrina novamente, depois de tanto tempo tendo-a
apenas em meus sonhos, em minha mente.
- Agora, querida Renesmee, creio que tenho algumas explicações para lhe
dar. – Caius e Jane lançaram o mesmo olhar indignado à Aro, mas foi
Caius quem falou:
- Explicações Aro? Desde quando essa laia merece explicação? Ela não é
diferente dos outros híbridos. – Caius torceu o nariz, e por um momento
eu achei tão cômica a expressão de seu rosto arrogantemente afetado, que
não pude conter o esgar que impregnou meu riso. A som saiu estranho,
divertido, e ecoou pelas paredes de pedra mais alto do que eu notara.
Jane deu um passo em minha direção, e eu já estava em guarda quando a
voz de Aro restringiu-a.
- Acalme-se Jane querida. – Sussurrou Aro delicadamente, como se
cantasse o nome dela. Jane voltou para sua posição formal, seus olhos me
penetrando como facas. Alec estava à meio passo de impedir Jane, de modo
que ele também voltou a seu posto, suas feições delicadas mais
ameaçadoras do que eu jamais as vira. – Tenho certesa que Renesmee não
quis desrespeitar Caius. Mas devo-lhe dizer meu irmão, você fica
realmente engraçado quando está assim tão atormentado. – Aro tocou
levemente as costas da mão de Caius que pairavam tensas no braço de seu
trono, uma risadinha marota brincando nos lábios de Aro. Será que aquela
falsidade irritava Caius tanto quanto à mim? Eu podia apostar que sim.
- Bem, vamos ao ponto então. – Disse Aro, voltando a seu tom formal e
brando. Ele juntou as mãos, como quem medita, e me lançou um olhar frio.
– Você deve estar nos julgando horrivelmente depois de tudo que
aconteceu. O caso é que, entenda, eu não tive escolha. – Havia muitas
coisas que eu queria dizer à ele, mas sabia que era inútil e que eu
precisava ouvir atentamente agora. Aro encenava uma expressão sofrida em
seu rosto de pedra, mas o meu não oscilou nem por um momento. Ele
continuou:
- Sabe, proteger nosso segredo, manter a ordem, limpar a bagunça... Tudo
isso é muito trabalhoso para nós. Mas é tão absolutamente necessário
minha querida. Você alguma vez já imaginou como seria nosso mundo, como
seria o mundo humano, se nos descobrissem? Simplesmente é inconcebível,
seria o caos. – Aro parou, seus olhos leitosos presos em minha expressão
vazia. – Nossa espécie precisa ser controlada, eles precisam de um
governo que estabeleça a ordem e faça valer e cumprir as regras. Por quê
todos precisam de regras minha querida, até mesmo os imortais.
- E quantos tiveram que morrer por essas suas regras malucas Aro? –
Interrompi, incapaz de conter as palavras que queimavam em minha
garganta. – O que minha família fez de tão grave? – Aro ouvia minhas
palavras com uma falsa indulgência que me enojava, eu procurava ignorar
as reações coléricas de Caius e Jane à minhas acusações.
- Você não percebe criança? – Aro argumentou. – Para que possamos manter
a ordem, nossa espécie precisa crer em nós. Precisam acreditar que nós
somos a justiça, o que de fato somos. – Ele balanço a cabeça e seu rosto
assumiu uma expressão pesarosa.
- Não sabe o quanto lamentei por ter que fazer isso, mas o destino da
nossa espécie dependia dessa minha difícil decisão. Eu tive que
silenciar aqueles que estavam cegos e enganados à nosso respeito. Por
quê do contrário essa inverdade se espalharia, e sem um governo, o que
seria de nós?
- Não minta pra mim! – Gritei, e toda guarda moveu-se a meu redor. Aro
encarou-me surpreso, choque cruzando seu rosto apenas por um segundo.
Alec estava a meu lado antes mesmo que eu percebesse. Dez mantos negros
cercaram-me de todos os lados, Alec entre mim e eles, sibilando
baixinho. Sua postura ameaçadora me assustou.
- Paz meus queridos. Voltem para seus afazeres. Renesmee e eu estamos
apenas conversando. – A guarda dispersou-se como fumaça, Alec não se
moveu de sua posição. Ví Jane grunhindo atrás de Aro, como se ele fosse
uma coleira que a mantinha longe de mim, e de seu irmão desertor. –
Alec, está tudo bem. Acalme-se. – Chamou Aro, seus olhos marejados
traindo uma leve impaciência. Alec voltou a seu lugar silencioso, olhei
para ele, nossos olhos se encontraram por um momento. Eu podia sentir
sua tensão, mas não entendia o que o levava a se arristar tanto por mim.
Voltei meus olhos para Aro, que me estudada atentamente.
- Você pode enganar qualquer outro imortal idiota com essa conversa tola
de regras e inverdades. O que você queria aquela manhã em Forks era
Alice. – Seus olhos faíscaram em mim por um segundo, toldando-se depois
numa máscara de pesar, como se ele sentisse muito até mesmo por minha
audácia. – Mas você cometeu um grande erro indo até lá Aro, sua ganância
foi maior que sua inteligência, não é? Você perdeu, foi desmascarado,
suas intenções foram expostas. Teria nos destruído por puro orgulho se
minha mãe não estivesse nos protegendo. – Eu sorri enquanto dizia cada
palavra, não de felicidade ou contentamento. Não havia humor naquele
gesto. Havia apenas escárnio, indiferênça. – O que você não consegue
aceitar é que você não nos engana mais. Não é o rei que todos acreditam
que você seja. É um tirano, Aro. – A câmara foi engolfada por uma onda
de silêncio, eu podia sentir os olhos de cada vampiro alí presente,
presos em mim. Eles provavelmente nunca presenciaram alguém falando com
Aro nesse tom, com tal atrevimento. Aro encarava-me e eu à ele, eu podia
ver o ódio nadando na superfície de seus olhos, dificilmente contido.
Seu rosto estava lívido. E então, de algum lugar da grande câmara, o som
de palmas e uma risada gutural quebraram o silêncio. Olhei para tráz, em
direção às portas duplas de carvalho. Parado alí havia uma figura alta,
de porte elegante e fino. Os cabelos castanhos caíam ondulados até a
base de seu pescoço. O rosto pálido de porcelana, os olhos grandes e
zombeteiros ardiam em um vermelho vivo.
- Há há há. Parece que alguém não tem medo de você afinal, Aro. –
Escarneceu o estranho. As palmas das mãos brancas batendo-se uma na
outra em sinal de aprovação. – Vai ter que se esforçar mais com essa
daí. – Ele caminou tranquilamente o espaço que nos separava, seu andar
era elegante e ao mesmo tempo descontraído. Usava uma calça jeans escura
e puída e uma camisa branca de botões completamente amassada, alguns
botões faltavam, seu peito magro e delineado reluzia por baixo do
tecido. Tinha uma beleza incomum, atraente, até mesmo entre imortais.
Uma jovialidade que derramava-se de suas feições, uma estranha
combinação de delicadesa e hostilidade. Caius bufou de seu trono, como
se a presença daquele ser o chateasse profundamente. Aro apenas
manteve-se taciturno, silencioso enquanto o recém chegado se aproximava.
O estranho aproximou-se de mim, seus olhos analisando-me minunciosamente.
Eu podia dizer que ele estava gostando do que estava vendo, ou talvez
aquele brilho fugaz de seus olhos fosse nada além de habitual. Ele
curvou-se numa reverência diante de mim.
- Senhorita. – Pegou minha mão e beijou-a sem que eu o desse permissão,
os lábios frios acariciando minha pele como plumas. – Sou Willian
Volturi, encantado.
Capítulo 22 – a queda das testemunhas - Rising Sun a Historia
Seja Bem Vindo
Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
00/00/00









