Essa Fanfic foi escrita por mim e é nada mais que uma homenagem ao
trabalho maravilhoso de Stephenie Meyer e à essa saga que todos nós
amamos.
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Capítulos 
Se gostaram da Fic, divulguem para outros fãs da saga! Bjos, Anna Grey!
Capítulo 14 – Ataque
Uma claridade perolada transpassava o tecido claro e fino das cortinas,
iluminando todo o quarto. O farfalhar das árvores do outro lado da rua
era o som predominando naquela manhã fria e silenciosa. Meus olhos
lacrimejavam de sonolência e da súbita claridade. Os lençóis me
envolviam até os ombros e se enroscavam por entre meus braços e pernas,
tornando difícil a movimentação. Desvencilhei um braço do emaranhado de
lençóis e tateei a cama e os travesseiros atrás de mim. Estavam vazios e
frios. Rapidamente me virei, tentando encontrar provas de que aquela
noite não tinha sido um sonho. O travesseiro estava amarrotado e tinha o
exato cheiro delicioso dele, assim como o lençól que se encontrava aos
pés da cama. Tudo indicava que não era apenas um sonho. Me sentei, ainda
encarando o lugar vazio ao meu lado, afastei meus cabelos do rosto e
esfreguei os olhos. Então ele apareceu, seus passos silenciosos não
denunciaram sua presença até vê-lo abrir a porta e adentrar o quarto
como se fosse uma aparição. Vestia a mesma calça de malha e uma regata
igualmente branca, mas havia uma diferença absurta em seu rosto e em sua
expressão. Estava feliz, radiante e sereno, como uma brisa quente de
primavera. Mas uma surpresa maior me fez arregalar os olhos para ele.
- Jake, o que houve com o seu cabelo? – Ele sorriu e passou a mão pelos
fios curtos e arrepiados, negros como a noite.
- Fiquei entediado. Você dormiu metade do dia. – Ele sorriu mais
abertamente, do jeito que ele costumava fazer quando me via.
- Que horas são? – Perguntei, meio perplexa e envergonhada, incapaz de
desviar os olhos de seu rosto tão tranquilo.
- Quatro da tarde. – Ele se sentou na cama e colocou uma mecha de cachos
atráz de minha orelha. – Fiz seu café da manhã, quer que eu traga aqui?
– Eu o olhei, e senti minha mão afagar seus cabelos, inabilmente tozados
e arrepiados.
- Porquê você cortou o cabelo? – Perguntei, ignorando sua oferta. Ele
pareceu exitar por um momento, desviou o olhar para a janela e disse:
- É só que… se vamos caçá-los, bem, é mais prático pra mim. – Ele me
olhou de esguelha, avaliando minha reação. Eu estava absorta demais à
textura de sua pele, e isso salvou minha expressão de calmaria e
sonolência. Pensei naquilo por um momento. “Vamos caçá-los”. Então ele
tinha desistido de me levar de volta para meus pais? O que o fez mudar
de idéia? Me lembrei então da noite anterior. A primeira vez que ataquei
e me alimentei de humanos. Parecia uma memória turva em minha mente, um
passado negro e distante daquela calmaria. De alguma forma o desespero
da noite passada tinha se esvaído de mim, e só o que consegui sentir em
reação as palavras de Jacob, foi uma súbita e inexplicável coragem.
Sentia-me mais forte, mais capaz de chegar até o fundo daquela trama.
Jacob se levantou e me puxou com ele, de modo que fiquei em pé no
colchão macio. Ele abraçou minha cintura e me colocou no chão, sempre
sorrindo com tranquilidade. Me perguntei como ele estava lidando com
aquilo e quando iríamos falar a respeito. Descemos as escadas de mãos
dadas e eu observei melhor a casa que invadimos. As paredes e o piso
eram constituídos da mesma madeira escura e avermelhada. A tapeçaria era
antiga, mas bem cuidada. Os móveis tinham o mesmo tom marrom de todo o
resto. A lareira era grande e ocupava boa parte da sala, os porta
retratos que ocupavam seu console eram pequenos e emolduravam o mesmo
rosto feminino. A casa era, em suma, aconchegante e bem arrumada, embora
tivesse uma aura de solidão e abandono que impregnavam as paredes
empoeiradas.
Jacob encheu uma tigela de cereais e leite e colocou em minha frente,
satisfeito com seu trabalho. Eu encarei a tigela com um interesse menor
que zero. O cheiro não era atrativo, assim como o gosto. Jacob me
observava sentado a minha frente, enquanto comia sua segunda tigela de
cereais. Ele se desculpou por não ter nada mais para servir e tagarelou
sobre o clima. Forcei algumas colheradas e depois abandonei a tigela,
quase intacta. Eu sabia por que não conseguia querer cereais. Eu tinha
provado algo muito mais saboroso na noite passada, e seria difícil me
livrar do desejo e da queimação em minha garganta. Até lá, toda comida
humana teria gosto de areia. Mas aquele prazer era proibido para mim, e
eu teria de superá-lo logo.
- Jake. – A necessidade de saber o que ele estava pensando superou meu
medo de falar, e quanto mais cedo eu encarasse aquilo, mais cedo eu
poderia continuar minha busca. Ele me olhou atônito. – Como você está? –
Não consegui encontrar uma pergunta mais direta, minha garganta se
fechava ao menor indício daquele assunto. Aquela era, obviamente, a
pergunta que ele tentava evitar. Me olhou com um misto de pesar e
vergonha, mas eu não sabia o que aquilo significava.
- Ness eu… – Ele ponderou por um momento, era aflitivo vê-lo assim, sem
saber o que dizer. Esperei, olhando-o com calma. – Eu sinto muito. –
Disse ele por fim. De fato não era o que eu esperava ouvir, mas antes
que eu tivesse chance de perguntar ele continuou:
- Sinto muito que você tenha essa culpa nos ombros agora, e te
conhecendo como conheço, eu sei que não vai adiantar nada eu dizer que
não foi sua culpa. – Ele parou, sustentando meu olhar. Bem, ele tinha
razão. Eu não deixaria que mais ninguém tomasse a culpa pelo que fiz,
mas eu também não deixaria isso me afetar ao ponto de me mudar. Eu
seguiria em frente com essa sombra me seguindo aonde quer que eu fosse,
ela sempre estaria lá, e eu teria que aprender a viver com aquilo. Com o
tempo, talvez eu pudesse olhar para tráz com alguma sensatez e enxergar
tudo aquilo de um ângulo diferente. Mas agora não, eu não podia me
acovardar e me lamentar por mais tempo. Coisas mais vitais e urgentes
estavam acontecendo em minha volta, e eu não podia simplesmente
ignorá-las. Essa conseção particular durou apenas o tempo de um abraço
quente e renovador, ao qual eu desejei com todas as forças poder durar
por toda minha vida.
***
O choque percorreu meu corpo como uma lâmina – fria e cega – deixando um
rastro de dormencia por onde passava. Encarei mais atentamente aquele
reflexo, não podia ser meu. Aquele espelho devia estar me gozando. Jacob
entrou no quarto – já inteiramente vestido para a viajem – e estacou
atráz de mim, com a expressão constrangida de uma criança que acaba de
presenciar sua mãe descobrir uma traquinagem. Estávamos nos preparando
para partir, fui ao quarto em que passei a noite para mudar de roupa e…
Meu olhos, Deus, meus olhos estavam vermelhos! Era a prova concreta e
absoluta de minha vergonha. Certamente passaria despercebido para os
olhos humanos – era uma mudança muito sutil para ser perceptível a seus
olhos tão limitados – mas com certesa era visível para nossos olhos. Me
perguntei por quê Jacob não me avizou sobre as mudanças – sim, havia
algo mais de diferente em mim. Minha pele, sempre mais corada que a dos
meus pais, tinha agora um aspecto mais pálido que contrastava com a íris
marrom avermelhada de meus olhos. Era estranho por quê – ao todo – eu me
sentia a mesma. Meu coração ainda batia forte e veloz no peito, meu
sangue ainda corria em minhas veias, eu ainda sentia sono, fome – apesar
da sede ter aumentado drasticamente – ainda me sentia…humana, se é que
eu ainda poderia me classificar assim depois dos últimos acontecimentos.
Me virei e encarei Jacob, ainda boquiaberta com o susto.
- Jake, meus olhos… – Eu apontei para meu rosto. Era ridículo, Jacob
certamente percebera a mudança um segundo após o acidente. – O quê…o que
eu me tornei? – Não consegui refrear a pergunta temerosa que latejava em
minha mente. Ele me olhou tristemente e afagou meu rosto com as pontas
dos dedos.
- Você continua sendo a mesma. Continua sendo minha Nessie, meu amor. –
Senti que perdia um pouco o fio da meada. Um sentimento bem mais forte
pulsou naquele momento. Ele me amaria se eu me tornasse um monstro? Bem,
ele ainda parecia o mesmo comigo, e isso, era mais do que eu podia
desejar.
Arrumamos tudo o que foi possível salvar do incidente nas mochilas e
apagamos os rastros de nossa estadia naquela casa. Enquanto nos
preparávamos para partir – deixando absolutamente tudo no devido lugar –
concordamos em ligar para Billy. Jacob estava achando estranho o
silêncio. Ninguém estava nos procurando – pelo menos ninguém que tenha
quatro patas – e meus pais certamente já estariam revirando cada metro
quadrado da península de Olimpic à essa hora, porém, a tranquilidade e o
silêncio era alarmante. Voltamos para a floresta ao crepúsculo. O vento
frio e úmido castigava as árvores, corremos para o norte, onde – segundo
Jacob – nós chegaríamos as florestas geladas de Vancouver, onde,
supostamente, Zafrina deveria estar. Uma hora se passou enquanto
corríamos pela escuridão da floresta, então, decidimos parar e cumprir o
combinado. O telefone de Billy chamou cinco vezes, e uma voz grave e
familiar atendeu.
- Alô. – Disse Billy.
- Pai, onde eles estão? – Jacob ignorou a emoção em seus olhos, nós não
tínhamos tempo para bater papo.
- Jake? Que diabos vocês estão fazendo? Onde estão? – Billy continha a
mesma emoção na voz, parecia alarmado.
- Pai, eu não tenho muito tempo. Me diga onde eles estão. – Insistiu
Jacob.
- Quem? Os Cullens? Eles não apareceram por aqui, mas Charlie disse que
Bella ligou para ele. Parece que estão todos na Flórida. – Billy esperou
pela resposta, mas nem eu nem Jacob sabíamos o que dizer – ou pensar.
- E o que eles foram fazer lá? – Perguntou Jacob depois de uma longa
pausa.
- Jake, eu acho que a mãe da Bella… morreu. – Minha boca de abriu num
espanto mudo. Levei as mãos à testa para impedir que meu crânio se
partisse. Jacob me olhou, refletindo minha expressão de aturdimento.
Mais um longo silêncio se seguiu. Estávamos – ambos – absorvendo a
notícia.
- Jake? Ainda está aí? – Chamou a voz grave de Billy.
- Sim. É, Pai, escute. Eu e Nessie precisamos fazer uma coisa. Mais os
sangue…os Cullens não podem saber. Ainda não. Nós estamos bem, então não
precisa mandar o Sam vir atráz de nós nem nada disso. Eu ligo assim que
puder, só não… – Ele bufou. – Não surte ok? Eu vou ficar bem,
nós…ficaremos bem.
- Jake…
- Tchau, pai. – Jacob desligou o celular e me encarou, esperando que eu
dissesse o que faríamos agora. Bem, eu não tinha resposta para isso. Se
Billy estava certo, meus pais estavam na Flórida enterrando Renée. Um
impulso cego começou a crescer dentro de mim. Eu precisava estar lá.
Precisava consolar minha mãe, Charlie… Precisava me despedir de minha
avó humana. Mas nada disso seria possível. Eu precisava aproveitar essa
oportunidade para tentar ir mais a fundo naquela lama, e descobrir o que
diabos estava acontecendo comigo. Droga, até onde eu iria nessa minha
busca insensata? E se não houvesse nada? Como eu iria explicar – acima
de tudo para mim mesma – todas as consequências que atraí para mim? Até
alí só o que eu tinha conseguido era um monte de nada – claro, isso sem
contar o fato de eu ter matado três humanos. Comecei a andar em circulos,
tentando clarear as idéias. Jacob me observava silencioso, absorto em
seus próprios pensamentos apavorados. Eu não podia decepcioná-lo de
novo. As esperanças já iam se esvaindo de mim, sentia-me como um galão
furado. A noite estava mais calma agora, o vento tinha diminuído a
velocidade para um leve farfalhar, a floresta estava muda. Como o
auditório de um espetáculo bizarro e sinistro. Eu podia sentir a tensão
no ar, o vento trazendo uma brisa adocicada do sul, o cheiro me fez
lembrar…
Estaquei. Aterrorisada e paralisada à meio passo. Eu conhecia aquele
cheiro. Era cheiro de vampiro. Meus olhos varreram a escuridão à minha
frente, deixei meus ouvidos buscarem sons e ruídos a quilômetros na
noite. Todos os músculos de meu corpo se retesaram, esperando – anciando
pelo ataque. Meu coração martelava tão ruidosamente que chegava a
atrapalhar minha concentração. Olhei em direção a Jacob, estava imerso
em seus pensamentos, distraído – uma presa perfeita. A brisa que
trouxera aquele cheiro até mim ainda não o tinha alcançado.
- Jake. – Ele me olhou aturdido com meu tom de voz.
- O quê? – Ele respondeu com o mesmo nervosismo latente em suas cordas
vocais.
- Temos companhia. – Ele inspirou o ar e no mesmo instante vi seu corpo
inteiro tremer e se retesar – um reflexo mais intenso do meu próprio
corpo. Ninguém falou, estávamos recolhendo as informações que
precisávamos. Eram dois, o rastro vinha do sul e ia para o leste. E era
fresco. Uma, duas horas talvez.
- Não reconheço o cheiro. Será que são só nômades? – Eu perguntei,
enquanto seguíamos o rastro pela floresta. Mas eu sinceramente não
acreditava que se tratava de uma coincidência. Não alí. As chances de
esbarrarmos aleatóriamente com os de nossa espécie eram muito poucas.
- Não. Um deles não me é estranho. Mas preciso chegar mais perto pra ter
certeza. – Jacob mantinha-se à frente, seguindo com habilidade o rastro
entre as árvores. Ele parou na sombra de um tronco grosso o suficiente
para esconder nós dois e me puxou pelos ombros para junto dele. Olhou
por sobre meu ombro e sussurrou:
- Preciso me transformar, sou melhor rastreador como lobo. Fique perto
de mim. – Os olhos negros e semicerrados de Jacob vasculhavam
freneticamente os cantos escuros à nossa volta. Havia alguma coisa
naquela expressão que me dizia que algo o incomodava profundamente –
além, é claro, de termos compania.
- O que é Jake? – Perguntei, atônita. Ele me olhou aflito, ainda atento
à todo e qualquer movimento à nossa volta e disse:
- Reconheço o cheiro Ness. A última vez que senti esse cheiro foi na
clareira, quando os sanguessugas italianos vieram atráz de você. – Ele
parou. Um tremor violento sacudiu seu tronco, e ele sibilou: - Eles
pararam. Estão nos esperando alcançá-los. – Outro tremor. – Vou mudar.
Um ruído abafado cortou a noite e o lobo castanho avermelhado saiu das
sombras. Ele me fez seguir sempre atráz dele. A cada passo o cheiro de
intensificava pelo caminho. Os pêlos da lombar do Jacob-lobo estavam
eriçados, mas havia uma frieza e ponderação que o deixavam ainda menos
humano e mais lobo. Suas grandes patas tocavam o solo com uma delicadeza
felina, as orelhas em pé, captando o menor dos ruídos. Eu o seguia de
perto, meus sentidos em pleno funcionamento. Eu nunca estive numa caçada
como esta, nunca tinha tido a chance de usar minhas habilidades, e agora
eu podia sentir a excitação crescer em meus ossos, a adrenalina e a
expectativa fluindo em minhas veias. O cheiro do inimigo entrando por
minhas narinas e transformando meu corpo numa máquina de morte. A
autopreservação misturando-se com o desejo de vingança.
Um grunhido ameaçador escapou da enorme garganta do lobo a minha frente.
Jacob circundou as árvores, descrevendo um círculo pelo espaço entre a
vegetação. Eles estavam alí, parados, os braços cruzados no peito, uma
expressão de satisfação nos rostos pálidos.
- Ora ora ora. E não é que nos encontramos de novo monstrinha. – Félix
sorriu para mim, e era como se não tivesse passado nenhum dia desde
aquela manhã em Forks.
Capítulo 14 – ataque - Rising Sun a Historia
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Lua Nova Twilight! Desde 04/01/2009
Eclipse Tem Data de Estréia 30/06/10
Amanhecer Tem Data de Estréia
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