Décimo Segundo Capítulo - Midnight Sun
12. Complicações
Bella e eu andamos
silenciosamente até a aula de biologia. Eu estava
tentando me focar no momento, na garota ao meu lado,
no que era real e sólido, em qualquer coisa que
mantivesse as visões enganosas e sem sentido da Alice
longe de minha cabeça.
Nós passamos por Angela Weber, lentamente na calçada,
discutindo um exercício com um garoto de sua aula de
trigonometria. Eu vistoriei os pensamentos dela
mecanicamente, esperando mais desapontamentos, somente
para ser surpreendido por seu teor melancólico.
Ah, então havia alguma coisa que Angela queria.
Infelizmente, não era algo que podia ser facilmente
embrulhado para presente.
Eu me senti estranhamente confortável por um momento,
ouvindo a falta de esperança gritante de Angela. Um
senso de afinidade de que Angela nunca tomaria
conhecimento passou por mim, e eu estava, naquele
segundo, quite com aquela garota humana. Eu estava
estranhamente consolado em saber que eu não era o
único a viver uma trágica história de amor. Corações
quebrados estavam por toda parte.
No segundo seguinte, eu estava abruptamente e
completamente irritado. Porque a história de Angela
não tinha que ser trágica. Ela era humana e ele era
humano e a diferença que parecia tão intransponível em
sua cabeça era ridícula, realmente ridícula comparada
à minha própria situação. Não havia razão em seu
coração quebrado.
Que tristeza mais sem sentido, quando não havia
nenhuma razão válida para ela não estar com quem ela
queria. Por que ela não tinha o que ela queria? Por
que essa história não tinha um final feliz?
Eu queria dar a ela um presente… Bem, eu devia dar a
ela o que ela queria. Sabendo o meu efeito sob a
natureza humana, isso provavelmente não devia ser
muito difícil. Eu analisei cuidadosamente a
consciência do garoto ao seu lado, o objeto de sua
afeição, e ele não pareceu relutante, ele somente
estava bloqueado pela mesma dificuldade que ela
estava. Falta de esperança e submisso, assim como ela.
Tudo que eu tinha que fazer era implantar a sugestão…
O plano se formou facilmente, o script se escreveu
sozinho sem esforço algum de minha parte. Eu
precisaria da ajuda de Emmet - convencê-lo a ir
adiante com isso era a única dificuldade de verdade. A
natureza humana era muito mais fácil de se manipular
do que a natureza vampírica.
Eu estava satisfeito com a minha solução, com o meu
presente para Angela. Era uma boa distração de meus
próprios problemas. Gostaria que os meus fossem tão
fáceis de serem resolvidos.
Meu humor estava lentamente melhorando enquanto eu e
Bella nos sentávamos em nossos lugares. Talvez eu
devesse ser mais positivo. Talvez existisse alguma
solução para nós que estava me escapando, do mesmo
jeito que a solução óbvia para Angela não estava
visível para ela. Não é muito provável… mas por que
perder tempo com falta de esperança? Eu não tinha
tempo a perder quando se tratava de Bella. Cada
segundo importava.
O Senhor Banner centralizou uma velha TV e vídeo. Ele
estava pulando uma sessão que ele não estava
particularmente interessado - doenças genéticas -
mostrando um vídeo nos próximos três dias. O Óleo de
Lorenzo não era uma peça muito alegre, mas isso não
parou a excitação na sala. Sem anotações, sem
materiais de teste. Três dias livres. Os humanos
exultavam.
Isso não me importava muito, de qualquer forma. Eu não
tinha planejado em prestar atenção em nada além de
Bella.
Eu não puxei a minha cadeira para longe dela hoje,
para me dar espaço para respirar. Ao invés disso, eu
sentei perto, ao lado dela, como qualquer humano
normal faria. Mais perto do que nós sentamos dentro do
carro, perto o suficiente para que o lado esquerdo do
meu corpo submergisse no calor que saía de sua pele.
Era uma experiência estranha, tanto agradável quanto
extremamente irritante, mas eu preferia isso a sentar
de frente para ela na mesa. Isso era mais do que eu
estava acostumado, e ainda eu rapidamente percebi que
não era o suficiente. Eu não estava satisfeito.
Estando tão perto assim dela eu queria estar mais
perto. A força era maior quanto mais perto eu estava.
Eu tinha a acusado de ser um imã para o perigo. Agora
mesmo, eu sentia que isso era literalmente verdade. Eu
era o perigo, e, cada centímetro que eu me permitia
ficar mais próximo dela, sua força de atração
aumentava.
E então o Senhor Banner desligou as luzes.
Foi diferente, quanto de diferença isto fez,
considerando que a falta da luz significa pouco aos
meus olhos. Eu podia ver perfeitamente quanto antes.
Cada detalhe da sala era claro.
Então por que o súbito choque de eletricidade no ar,
na sala escura que não era escura para mim? Era porque
eu sabia que eu era o único que podia ver claramente?
Ambos, Bella e eu éramos invisíveis para os outros?
Como se estivéssemos sozinhos, somente nós dois,
escondidos em uma sala escura, sentados tão perto um
do outro…
Minha mão se moveu na direção dela sem a minha
permissão. Somente para tocar a sua mão, segurá-la na
escuridão. Isso teria sido um engano horrível? Se a
minha pele a incomodasse, ela só teria que puxar sua
mão para longe…
Eu puxei rapidamente minha mão de volta, cruzando meus
braços firmemente contra o meu peito e cerrei minhas
mãos. Sem erros. Eu tinha prometido a mim mesmo que eu
não cometeria erros, não importassem quão mínimos eles
parecessem. Se eu segurasse a sua mão, eu iria querer
mais - outro toque insignificante, outro movimento
para mais perto dela. Eu podia sentir isso. Um novo
tipo de desejo estava crescendo em mim, lutando para
superar meu auto-controle.
Sem erros.
Bella cruzou seus braços com segurança sob seu próprio
peito, e suas mãos estavam travadas como bolas, assim
como as minhas.
O que você está pensando? Eu estava morrendo para
murmurar as palavras para ela, mas a sala estava
quieta o suficiente para se ouvir a mínima
conversação.
O filme começou, iluminando a escuridão um pouco.
Bella olhou para mim. Ela notou a maneira rígida que
eu mantinha meu corpo - assim como ela - e sorriu.
Seus lábios se repartiram lentamente, e seus olhos
pareciam cheios de calorosos convites.
Ou eu estava vendo o que eu queria ver.
Eu sorri de volta; sua respiração saiu em um baixo
ofego e ela olhou rapidamente para longe. Isso piorou
as coisas. Eu não conhecia seus pensamentos, mas eu
estava repentinamente positivo de que eu estava certo
antes, e ela queria me tocar. Ela sentia esse desejo
perigoso assim como eu.
Entre o seu corpo e o meu, a intensa eletricidade.
Ela não se moveu pelo resto da hora, mantendo-se
rígida, postura controlada enquanto eu me segurava.
Ocasionalmente, ela me espiava de novo, e a
eletricidade se agitava como se um raio passasse por
mim de forma repentina.
A hora passou - mesmo assim suficientemente lenta.
Isso era tão novo, eu poderia ficar sentado aqui ao
lado dela por todo o dia, só para experimentar esse
sentimento por completo.
Eu tinha dúzias de diferentes argumentos para discutir
comigo mesmo enquanto os minutos passaram.
Racionalidade lutando contra desejo enquanto eu
tentava justificar tê-la tocado.
Finalmente, Sr. Banner ligou as luzes novamente.
Na brilhante luz fluorescente, a atmosfera do quarto
voltou ao normal.
Bella suspirou e se espreguiçou, esticando os braços
na sua frente. Isto deve ter sido desconfortável para
ela se manter naquela posição por muito tempo. Era
mais fácil para mim - a imobilidade vinha
naturalmente.
Eu soltei um risinho pela expressão de alivio em sua
face. “Bem, aquilo foi interessante.”
“Hmm,” ela murmurou, claramente entendendo sobre o que
eu me referi, mas sem fazer comentários. Eu daria tudo
para ouvir o que ela estava pensando naquele instante.
Eu suspirei. Nem toda a vontade do mundo me ajudaria
com aquilo.
“Devemos?” Eu perguntei, me levantando.
Ela fez uma careta e se pôs de pé de uma maneira
instável, com suas mãos espalmadas como se ela
estivesse com medo de que fosse cair.
Eu poderia oferecer minha mão. Ou poderia colocar
minha mão por baixo de seu cotovelo - bem sutilmente -
e apoiá-la. Claramente não seria uma infração
horrível…
Sem equívocos.
Ela estava muito quieta enquanto caminhávamos através
do ginásio. Entre seus olhos uma ruga se fazia
evidente, um sinal de que ela não havia dormido muito.
Eu, também, estivera pensando profundamente.
Um toque em sua pele não iria machucá-la, argumentava
meu lado egoísta.
Eu poderia facilmente moderar a pressão de minhas
mãos. Isso não era algo dificil, enquanto eu
conseguisse me controlar. Meu senso tátil era melhor
desenvolvido do que o de um humano. Eu poderia fazer
malabarismos com uma dúzia de cristais sem quebrar
nenhum. Eu poderia tocar uma bolha de sabão sem
estourá-la. Enquanto eu estivesse em meu pleno
controle…
Bella era como uma bolha de sabão - frágil e efêmera.
Temporária.
Por quanto tempo eu seria capaz de justificar a minha
presença em sua vida? Quanto tempo eu ainda tinha? Eu
teria outra chance, como esta, como este momento, este
segundo?
Ela não estaria sempre ao alcance de meus braços…
Bella virou-se para olhar-me à porta do ginásio, seus
olhos arregalaram-se diante da expressão de meu rosto.
Ela nada falou. Eu olhei para mim mesmo através do
reflexo de seus olhos e vi o conflito dentro de mim.
Assisti a minha face se alterar enquanto meu melhor
lado perdia o argumento.
Minha mão se levantou, sem um comando consciente para
que isso acontecesse. Tão gentilmente como se ela
fosse feita do mais fino vidro, como se ela fosse tão
frágil como uma bolha, meus dedos tocaram a pele
quente que cobria sua bochecha. Ela esquentou ao meu
toque e eu pude sentir seu sangue pulsar por baixo de
sua pele alva.
Já chega, eu ordenei, apesar de minha mão estar
lutando para acariciar sua face. Já chega.
Foi dificil de trazer minha mão de volta, de me fazer
parar de me mover mais próximo a ela do que eu já mais
havia estado. Milhares de diferentes possibilidades
explodiram em minha mente em um átmo - milhares de
maneiras de tocá-la. A ponta do meu dedo traçando o
contorno de seus lábios. Minha palma acariando seu
queixo. Puxando a presília de seus cabelos e deixando
ele se espalhar em minha mão. Meus braços envolvendo-a
pela cintura, segurando-a contra a extensão de meu
corpo.
Já chega.
Eu forcei-me a virar, para mover-me para longe dela.
Meu corpo moveu-se pesadamente, sem vontade.
Deixei minha mente hesitante para olhá-la enquanto eu
caminhava apressadamente para longe, quase correndo da
tentação. Eu capturei os pensamentos de Mike Newton -
eram os mais audíveis - enquanto ele via Bella passar
por ele sem notá-lo, seus olhos sem foco e suas
bochechas coradas. Ele se enfureceu e de repente meu
nome se misturava a maldições em sua mente. Eu não
ajudei muito, sorrindo sarcásticamente em resposta.
Minhas mãos estavam formigando. Eu as flexionei e
então cerrei os punhos, mas elas continuaram a me
aferroar de forma indolor.
Não, eu não havia machucado ela - mas ainda assim,
tocá-la havia sido um erro.
Eu me sentia em chamas - como se a sede ardente em
minha garganta tivesse se espalhado por todo o meu
corpo.
Na próxima vez que eu estivesse próximo a ela, seria
eu capaz de me impedir de tocá-la novamente? E se eu a
toquei uma vez, seria eu capaz de parar por aí?
Sem mais equívocos. Era isso. Contenta-te com a
memória, Edward, eu disse para mim mesmo, rindo, e
guarda tuas mãos para ti mesmo. Era isso ou eu teria
que forçar-me a partir, de alguma forma. Pois eu não
poderia permitir a mim mesmo de estar perto dela se eu
insistisse em cometer estes erros.
Eu respirei profundamente e tentei afirmar meus
pensamentos.
Emmet me encontrou do lado de fora do prédio de
Inglês.
“Ei, Edward.” Ele parece melhor, estranho, mas melhor.
Feliz.
“Ei, Em.” Pareço feliz? Creio que sim, apesar do caos
em minha mente, eu me sentia dessa forma.
É melhor você manter a boca fechada, garoto. Rosalie
quer arrancar sua língua fora.
Eu suspirei. “Me desculpe por tê-lo deixado
encarregado disso. Está bravo comigo?”
“Naw. Rose vai superar isto. Era algo que estava
destinado a acontecer de qualquer jeito.” Assim como o
que Alice viu…
As visões de Alice são algo que eu não quero pensar
nesse instante. Eu olhei para o vazio, meus dentes
travados juntos.
Enquanto eu procurava por alguma distração, eu
capturei um pensamento de Ben Cheney, entrando na sala
de Espanhol na nossa frente. Ah - aqui estava minha
chance de dar a Angela Weber o seu presente.
Eu parei de andar e peguei no braço de Emmet. “Espere
um segundo.”
Que foi?
“Eu sei que não mereço, mas você me faria um favor?”
“O que é?” ele me perguntou, curioso.
Sussurradamente - e numa velocidade que faria as
palavras incompreensíveis para qualquer humano, não
importasse quão audíveis elas fossem ditas - eu
expliquei a ele o que eu queria.
Ele me fitou, pasmo, quando eu terminei. Seus
pensamentos tão confusos quanto a sua expressão.
“E então?” eu perguntei. “Vai me ajudar a fazê-lo?”
Levou um minuto para que ele respondesse. “Mas, por
que?”
“Qual é, Emmet. Por que não?”
Quem diabos é você e o que fez com o meu irmão?
“Não é você que sempre reclama da escola ser sempre
igual? Isto é algo um tanto diferente, não acha?
Considere isto um experimento - um experimento sobre a
natureza humana.”
Ele me fitou por mais um momento antes de dizer. “Bem,
isto é diferente, eu o farei… Okay, ótimo.” Emmet
bufou e encolheu os ombros. “Eu vou te ajudar.”
Eu sorri para ele, me sentindo mais entusiasmado sobre
o meu plano, agora que ele estava a bordo. Rosalie era
um saco, mas eu sempre devia a ela por ter escolhido
Emmet, ninguém tinha um irmão melhor que o meu.
Emmet não precisaria praticar. Eu sussurrei as
instruções para ele, por sob a minha respiração
enquanto entravamos na sala de aula.
Ben já estava em sua cadeira, atrás da minha,
ajeitando seu dever de casa para entregar.
Emmet e eu, ambos sentamos e fizemos o mesmo. A classe
ainda não estava em silêncio; o burburinho de
conversas paralelas continuaria até que a senhora Goff
chamasse a atenção.
Ela não tinha pressa, estava contemplando os
questionários da aula passada.
“Então,” Emmet disse, sua voz mais alta que o
necessário - se ele estivesse realmente falando apenas
para mim. “Você já convidou a Angela Weber para sair?”
O som de papéis farfalhado atrás de mim cessou
abruptmente enquanto Ben congelava, sua atenção
repentinamente cravada na nossa conversa.
Angela? Eles estão falando de Angela?
Bom. Eu tinha a sua atenção.
“Não,” eu disse, balançando minha cabeça lentamente
para parecer arrependido.
“Por que não?” Emmet improvisou. “Está com medo?”
Eu sorri para ele. “Não, eu ouvi dizer que ela está
interessada em outra pessoa.”
Edward Cullen vai chamar Angela para sair? Mas… Não.
Eu não gosto disto. Eu não o quero perto dela. Ele
não… não é bom para ela. Não é… seguro.
Eu não havia previsto o cavalheirismo, o instinto
protetor. Eu queria a inveja. Mas qualquer coisa
funcionaria.
“Você vai deixar isso impedir você?” Emmet perguntou,
improvisando novamente. “Não está a fim de
competição?”
Eu me espantei com ele mas fiz uso do que ele me deu.
“Olha, eu acho que ela realmente gosta desse tal de
Ben. Eu não vou tentar persuadi-la do contrário. Há
outras garotas.”
A reação na cadeira atrás da minha foi elétrica.
“Quem?” Emmet perguntou, de volta ao script.
“Meu parceiro de laboratório disse que é algum garoto
chamado Cheney. Eu acho que não sei quem é.”
Eu mordi meus lábios para não sorrir. Apenas os
poderosos Cullens poderiam convencer alguém com esse
fingimento de não conhecer cada aluno dessa escola
simplória.
A cabeça de Ben estava rodando em parafuso. Eu? Acima
de Edward Cullen? Mas porque ela iria gostar de mim?
“Edward,” Emmet murmurou em um tom baixo, indicando o
garoto com os olhos. “Ele está bem atrás de você,” ele
mexeu os lábios, de uma maneira tão óbvia que o humano
facilmente pode ler as palavras.
“Oh,” eu murmurei de volta.
Eu virei meu acento e olhei uma vez para o garoto
atrás de mim. Por um segundo, os olhos negros, atrás
dos óculos, estavam amedrontados, mas então ele
enrijeceu e alinhou seus ombros estreitos, afrontado
pela minha clara e depreciativa avaliação. Seu queixo
se projetou e uma vermelhidão de raiva escureceu sua
pele bronzeada.
“Huh,” eu disse arrogantemente enquanto me voltava
para Emmet.
Ele pensa que é melhor que eu. Mas Angela não. Eu
mostrarei a ele.
Perfeito.
“Você não disse que ela levaria Yorkie para o baile?”
Emmet perguntou, roncando ao dizer o nome do garoto
demonstrando o quanto desprezava sua esquisitice.
“Aparentemente esta foi uma decisão tomada pelo
grupo.” Eu queria ter certeza de que Ben estava
escutando claramente. “Angela é tímida. Se B - se um
garoto não tiver coragem de chamá-la, ela nunca
chamaria”.
“Você gosta de garotas tímidas,” Emmet disse
improvisando. Garotas quietas. Garotas tipo… hmm, eu
não sei. Talvez Bella Swan?
Eu sorri para ele. “Exatamente.” Depois eu voltei para
a encenação. “Talvez Angela se canse de esperar.
Talvez eu a chame para o baile.”
Não, você não vai. Ben pensou, sentando-se em sua
cadeira. E daí que ela é muito maior que eu? Se ela
não se importar, eu também não me importo. Ela é a
garota mais legal, mais esperta e mais bonita dessa
escola. E ela me quer.
Eu gostei desse Ben. Ele parecia brilhante e bem
esclarecido. Talvez até merecesse uma garota como
Angela.
Eu mostrei meu polegar para Emmet por debaixo da
carteira enquanto a Sra. Goff parou e saudou a classe.
Ok, eu admito - isso foi um tanto engraçado, Emmet
pensou.
Eu sorri para mim mesmo, feliz por ter sido capaz de
fazer uma história de amor ter um final feliz. Eu
sabia que Ben ia cair na armadilha e que Angela iria
receber meu presente anônimo. Minha dívida foi paga.
Que tolos eram os humanos, deixar um diferencial de 15
centímetros confundir sua felicidade.
Meu sucesso me deixou de bom humor. Eu sorri novamente
enquanto me arrumava em minha cadeira para ser
entretido. Afinal de contas, como Bella disse no
almoço, eu nunca a havia visto em ação em uma aula de
educação física antes.
Os pensamentos de Mike eram os mais fáceis de
encontrar no monte de vozes que havia pela quadra. Sua
mente tinha se tornado bem familiar nas últimas
semanas. Com um suspiro eu me renunciei para ouvir
através dele. Pelo menos eu poderia ter certeza que
ele estaria prestando atenção em Bella.
Eu estava quase pronto para ouvir ele se oferecendo
para ser o parceiro de Bella. Meu sorriso se fechou,
meus dentes se apertaram e eu tive que lembrar a mim
mesmo que matar Mike Newton não era uma opção
permissível.
“Obrigada, Mike - você não precisa fazer isso, sabe?”
“Não se preocupe, eu ficarei fora de seu caminho.”
Eles sorriram um para o outro, e flashes de numerosos
acidentes - todos conectados a Bella de alguma forma -
se passando pela cabeça de Mike.
Mike jogou sozinho primeiro, enquanto Bella hesitava
na metade de trás do pátio, segurando sua raquete
cautelosamente, como se ela fosse alguma espécie de
arma. Então o treinador bateu palmas enquanto
caminhava e disse a Mike para deixar Bella jogar.
Uh oh, Mike pensou enquanto Bella caminhava com um
suspiro, segurando sua raquete em um ângulo estranho.
Jennifer Ford jogou diretamente na direção de Bella
com uma satisfação rondando seus pensamentos. Mike viu
Bella dar uma guinada, batendo a raquete muito longe
de seu alvo, e ele entrou para tentar salvar a jogada.
Eu observei a trajetória da raquete de Bella com
atenção. Com certeza ela tinha acertado a rede
esticada e saltou de volta para ela, dando uma pancada
em sua testa antes de quicar para acertar o braço de
Mike com um ressonante “thwack”.
Ow. Ow. Uhm. Isso vai deixar um hematoma.
Bella estava esfregando sua testa. Era difícil para
mim ficar parando no lugar onde eu estava, sabendo que
ela estava machucada. Mas o que eu poderia fazer se
estivesse lá? E não parecia ser algo sério… eu
hesitei, assistindo. Se ela tentasse continuar a
jogar, eu teria que arrumar uma desculpa para tirá-la
da aula.
O treinador riu. “Desculpe, Newton.” Essa garota era a
mais azarada que eu já tinha visto. Não devia infligir
sua presença aos outros.
Ele virou suas costas deliberadamente e se moveu para
assistir a outro jogo para que Bella pudesse voltar ao
seu lugar de espectadora.
Oh, Mike pensou de novo, massageando seu braço. Ele se
virou para Bella. “Você está bem?”
“Sim, e você?” ela perguntou timidamente, corando.
“Acho que posso superar.” Não queria parecer um bebê
chorão. Mas, cara, aquilo doía!
Mike balançou seu braço em um círculo, retrocedendo.
“Eu ficarei aqui atrás,” Bella disse, além de dor,
vergonha e desgosto em sua expressão.
Talvez Mike tivesse feito o pior. Eu certamente
esperava que esse fosse o caso. Pelo menos ela não
estava mais jogando. Ela segurou sua raquete com tanto
cuidado atrás de suas costas, seus olhos grandes com
remorso… eu tive que disfarçar a risada em uma
tossida.
O que é engraçado? Emmet quis saber.
“Te digo depois,” eu murmurei.
Bella não se aventurou a jogar de novo. O treinador a
ignorou e deixou Mike jogar sozinho.
Eu fiz os exames rapidamente, ao final de uma hora e
Sra. Goff me deixou sair mais cedo. Eu estava ouvindo
Mike atentamente enquanto cruzava o campus. Ele havia
decidido confrontar Bella a meu respeito.
Jessica jura que eles estão se vendo. Por que? Por que
ele tinha que escolhe-la?
Ele não havia reconhecido o fenômeno real - que ela me
escolheu.
“Então.”
“Então o que?” ela perguntou.
“Você e Cullen, hein?” Você e o esquisitão. Eu me
pergunto, se um cara rico é tão importante para você.
Eu cerrei os dentes sob sua degradante suposição.
“Isso não é da sua conta, Mike.”
Defensiva. Então é verdade. Droga. “Eu não gosto
disso.”
“Você não precisa gostar.” ela rebateu.
Por que ela não podia ver o show de circo que ele era?
Como eles todos são. O jeito que ele fica perto dela.
Me dá até calafrios de ver. “Ele olha para você como…
como se você fosse algo comestível.”
Eu me encolhi, esperando pela resposta dela.
Seu rosto se tornou vermelho brilhante, e seus lábios
se fecharam com força, como se ela estivesse segurando
a respiração. Então, subitamente, um riso falso saiu
de seus lábios.
Agora ela está rindo de mim. Ótimo.
Mike se virou, com pensamentos sombrios e foi se
trocar.
Eu me encostei na parede da quadra e tentei me
recompor.
Como ela poderia ter rido da acusação de Mike - uma
acusação tão certa que comecei a pensar que Forks
tinha se tornado muito percebido… Por que ela riria da
acusação de que eu poderia matá-la, quando ela sabia
que isso era inteiramente verdade? Onde estava o humor
nisso?
O que havia de errado com ela?
Ela tinha um senso de humor mórbido? Que não se
encaixava com a idéia que eu tinha de seu caráter, mas
como eu poderia ter certeza? Ou talvez meu sonho de
que o tolo anjo estava certo sobre uma coisa, que ela
não sentia medo. Corajosa - essa era uma palavra para
isso. Outros poderiam dizer estúpida, mas eu sabia
quão inteligente ela era. Não importa por que razão,
essa falta de medo ou senso de humor retorcido não era
bom para ela. Era essa estranha falta de medo que a
colocava em perigo tão constantemente? Talvez ela
precisasse de mim aqui para sempre…
De repente, meu humor estava aceso.
Se eu pudesse simplesmente me disciplinar, me fazer
seguro, então talvez fosse certo para mim ficar com
ela.
Quando ela saiu pelas portas da quadra, seus ombros
estavam duros e seu lábio inferior estava entre seus
dentes de novo - um sinal de ansiedade. Mas assim que
seus olhos encontraram os meus, seus ombros rígidos
relaxaram e um largo sorriso apareceu em seu rosto.
Essa era uma estranha expressão de paz. Ela caminhou
em minha direção sem hesitar, só parando quando ela
estava tão perto que a temperatura de seu corpo bateu
em mim como uma onda de maré.
“Oi,” ela sussurrou.
A felicidade que eu senti nesse momento era,
novamente, sem precedentes.
“Olá,” eu disse, e depois - porque com meu humor
subitamente tão leve eu não podia resistir em
importuná-la - eu adicionei “Como foi a educação
física?”
Seu sorriso hesitou. “Bem.”
Ela era uma péssima mentirosa.
“Sério?” eu perguntei, pressionando-a - eu ainda
estava preocupado com sua cabeça; ela estava sentindo
dor? - mas então os pensamentos de Mike Newton estavam
tão altos que quebraram minha concentração.
Eu o odeio. Eu queria que ele morresse. Eu desejo que
ele bata aquele carro brilhante diretamente contra um
penhasco. Por que ele não pode simplesmente deixá-la
em paz? Debandar para seu próprio tipo - para os
esquisitos.
“O que?” Bella exigiu.
Meus olhos se refocaram em seu rosto. Ela olhou para
as costas de Mike e depois de volta para mim.
“Newton me deixa nos nervos,” eu admiti.
Sua boca se abriu e seu sorriso desapareceu. Ela devia
ter se esquecido que eu tinha o poder de assistir sua
última hora calamitosa, ou tinha esperança de que eu
não o tivesse utilizado. “Você estava ouvindo de
novo?”
“Como está sua cabeça?”
“Você é inacreditável!” ela disse através dos dentes e
então me deu as costas e cruzou furiosamente o
estacionamento. Sua pele ruborizou e ficou
vermelho-escura - ela estava envergonhada.
Eu continuei andando com ela, esperando que sua raiva
passasse logo. Ela normalmente era rápida para me
perdoar.
“Foi você quem disse que eu nunca tinha visto você na
educação física,” eu expliquei. “Isso me deixou
curioso.”
Ela não respondeu; suas sobrancelhas se juntaram.
Ela parou subitamente no estacionamento quando ela
percebeu que o caminho para o meu carro estava
bloqueado por uma multidão de estudantes do sexo
masculino.
Eu me pergunto quão rápido eles andam nisso.
Olhe só a marcha SMG paddles. Eu nunca os havia visto
fora das páginas de revista.
Belos side grills.
Com certeza eu queria ter 60 mil dólares para passear…
Esse era exatamente o motivo pelo qual era melhor que
usássemos apenas o carro de Rosalie.
Eu caminhei da multidão de garotos cheios de luxúria
para o meu carro; depois de um momento de hesitação,
Bella me seguiu.
“Ostentação,” eu murmurei quando ela entrou no carro.
“Que tipo de carro é esse?” ela se perguntou.
“Um M3.”
“Eu não leio a Carro e Motorista.”
“É um BMW.” Eu rolei meus olhos e os foquei na ré para
não passar por cima de ninguém. Eu tive de encarar
alguns meninos que não pareciam querer sair do meu
caminho. Meio segundo encarando meu olhar pareceu ser
suficiente para convencê-los.
“Você ainda está brava?” eu perguntei a ela. Sua
expressão estava relaxada.
“Definitivamente,” ela respondeu brevemente.
Eu suspirei. Talvez eu não devesse ter contado a ela.
Oh, bem, eu poderia dar uma recompensa, eu supunha.
“Você me perdoará se eu pedir desculpas?”
Ela pensou sobre isso por um momento. “Talvez… se você
realmente estiver arrependido,” ela decidiu. “E se
você prometer não fazer isso de novo.”
Eu não ia mentir para ela, mas não havia jeito de
prometer isso a ela. Talvez se eu oferecesse uma boa
troca.
“Que tal se eu realmente estiver arrependido e eu
concordar em deixar você dirigir no sábado?” Eu
contraí os músculos com esse pensamento.
A ruga entre seus olhos enquanto ela considerava a
nova barganha. “Feito,” ela disse depois de um momento
pensando.
Agora, para minhas desculpas… eu nunca tinha tentado
deslumbrar Bella de propósito antes, mas agora parecia
ser uma boa hora. Eu olhei no fundo de seus olhos
enquanto eu dirigia para longe da escola, me
perguntando se eu estava fazendo o caminho correto. Eu
usei meu tom mais persuasivo.
“Então, eu sinto muitíssimo por ter deixado você
triste.”
Seu batimento cardíaco acelerou e ficou mais alto que
antes e o ritmo ficou abruptamente destacado
(Referente à musica. Modo de executar destacando
nitidamente cada nota.) Seus olhos se abriram um
pouco, parecendo atordoados.
Eu dei um meio-sorriso. Pareceu que eu tinha feito
corretamente. É claro que eu estava tendo um pouco de
dificuldade olhando através de seus olhos também. Eu
estava igualmente deslumbrado. Ter essa estrada
memorizada era uma boa coisa.
“E eu estarei à sua porta cedo no sábado de manhã,” eu
adicionei, finalizando o acordo.
Ela piscou rapidamente, balançando a cabeça como se
para clareá-la. “Uh,” ela disse “Não ajudaria muito
com a história para o Charlie se eu não explicar um
Volvo deixado na garagem.”
Ah, como ela me conhecia pouco. “Eu não pretendia
levar um carro.”
“Como-” ela começou a perguntar.
Eu a interrompi. A resposta seria difícil de explicar
sem uma demonstração, e agora não era o momento certo.
“Não se preocupe com isso. Eu estarei lá. Sem carro.”
Ela entortou um pouco a cabeça para o lado, e me olhou
por um segundo como se fosse me pressionar para saber
mais, mas depois pareceu mudar de idéia.
“Já está muito tarde?” ela perguntou, me lembrando da
conversa interminada na cafeteria mais cedo; ela
esqueceria uma pergunta difícil apenas para se lembrar
de outra pior.
“Eu acho que está tarde,” eu concordei sem vontade.
Eu estacionei em frente à sua casa, tenso em pensar em
como explicar… sem deixar muito evidente minha
monstruosa natureza, sem assustá-la novamente.
Ela esperou com a mesma máscara educadamente
interessada que ela havia usado no almoço. Se eu
tivesse sido menos ansioso, sua calma teria me feito
rir.
“E você ainda quer saber por que não pode me ver
caçar?” eu perguntei.
“Bem, na verdade eu estava imaginando sua reação,” ela
disse.
“Eu assustei você?” eu perguntei, certo de que ela
negaria.
“Não.”
Eu tentei não rir. E falhei. “Peço desculpas por ter
assustado você.” E então meu sorriso se desfez com o
humor momentâneo. “Foi só o pensamento de ter você lá…
enquanto nós caçamos.”
“Isso seria ruim?”
A figura mental era demais - tão vulnerável na
escuridão vazia; eu, fora de controle. Eu tentei banir
isso da minha cabeça. “Extremamente.”
“Por que…?”
Eu respirei fundo, me concentrando por um momento na
sede que queimava. Sentindo-a, monitorando-a, provando
minha dominação sobre ela. Ela nunca me controlaria
novamente - eu desejei que isso fosse verdade. Eu
seria seguro por ela. Eu olhei para as nuvens bem
vindas sem realmente vê-las, desejando que minha
determinação fizesse alguma diferença se eu estivesse
caçando quando sentisse seu cheiro.
“Quando caçamos… nos entregamos aos nossos instintos,”
eu disse a ela, pensando em cada palavra antes de
dizê-las. “Governamos menos a mente. Especialmente o
olfato. Se você estivesse em algum lugar por perto
enquanto eu estivesse fora de controle desse jeito…”
eu balancei minha cabeça com agonia ao pensar no que
iria - não no que poderia, mas no que iria -
certamente acontecer.
Eu ouvi o espigão em seus batimentos e depois me
voltei, sem descanso, para ler seus olhos.
Sua face estava composta, seus olhos graves. Sua boca
estava levemente cerrada, o que eu pensava ser
preocupação. Mas preocupação com o quê? Sua própria
segurança? Ou minha angústia? Eu continuei a olhar
para ela, tentando traduzir sua expressão ambígua em
fato concreto.
Ela olhou de volta. Seus olhos ficaram maiores por um
instante e suas pupilas se dilataram, embora a luz não
tivesse mudado.
Minha respiração acelerou e, de repente, o silêncio no
carro parecia zunir, como na escura sala de biologia
naquela tarde. A pulsação corrente passou entre nós
novamente, e meu desejo de tocá-la era, brevemente,
mais forte que a demanda da minha sede.
A pulsante eletricidade me fez sentir como se eu
tivesse pulsação de novo. Meu corpo cantou com isso.
Eu me senti quase… humano. Mais que qualquer coisa no
mundo, eu queria sentir os lábios dela contra os meus.
Por um segundo, eu lutei desesperadamente para
encontrar a força, o controle, para poder colocar
minha boca tão perto de sua pele.
Ela sugou uma quantidade enorme de ar e só então eu
percebi que quando minha respiração acelerou, ela
parou de respirar no mesmo momento.
Eu fechei meus olhos, tentando quebrar a conexão entre
nós.
Sem mais erros.
A existência de Bella estava atada a milhões de
delicados processos químicos, todos tão facilmente
rompidos. A rítmica expansão de seus pulmões, a
passagem de oxigênio, era vida ou morte para ela. A
cadência agitada de seu frágil coração poderia ser
parada por tantos acidentes idiotas, ou doenças, ou…
por mim.
Nenhum membro de minha família hesitaria se lhes fosse
dada uma chance de voltar atrás - se imortalidade
pudesse ser trocada pela mortalidade de novo. Qualquer
um no nosso mundo ficaria no fogo por isso. Queimaria
por quantos anos ou séculos fosse necessário.
A maioria de nossa espécie prezava a imortalidade mais
que qualquer coisa. Existiam até certos humanos que
buscavam isso, que procuravam em lugares escuros
alguém que pudesse lhes dar o mais sombrio dos
presentes…
Não nós. Não minha família. Nós poderíamos trocar
qualquer coisa para sermos humanos.
Mas nenhum de nós já esteve desesperado por um caminho
de volta como eu estava agora.
Eu olhei para as microscópicas fossas e defeitos no
pára-brisas, como se houvesse alguma solução escondida
no vidro. A eletricidade não havia desaparecido, e eu
tive que me concentrar para manter minhas mãos no
volante.
Minha mão direita começou a latejar sem dor de novo,
de quando eu a havia tocado antes.
“Bella, eu acho que você devia entrar agora.”
Ela obedeceu de primeira, sem comentar, saindo do
carro e batendo a porta atrás dela. Ela havia sentido
o potencial de desastre tão claramente quanto eu?
Sair a machucou tanto quanto a mim por deixá-la ir? O
único consolo é que eu a veria em breve. Antes do que
ela pudesse me ver. Eu sorri ao pensar nisso e então
desci o vidro e me debrucei para falar com ela mais
uma vez - era seguro agora com o calor de seu corpo
fora do carro.
Ela se virou para ver o que eu queria, curiosa.
Ainda curiosa, embora ela tivesse me feito tantas
perguntas hoje. Minha própria curiosidade estava
inteiramente insatisfeita; responder as perguntas dela
hoje só haviam me feito revelar meus segredos - eu
tinha tirado pouco dela a não ser por minhas
suposições. Isso não era justo.
“Oh, Bella.”
“Sim?”
“Amanhã é minha vez.”
Sua testa se enrugou. “Sua vez de quê?”
“Fazer perguntas.” Amanhã, quando estivéssemos em um
lugar mais seguro, cercado de testemunhas, eu
conseguiria minhas próprias respostas. Eu sorri com
esse pensamento e depois eu me virei, porque ela não
fez sinal de se afastar. Mesmo com ela fora do carro,
o eco da eletricidade moveu-se rapidamente no ar. Eu
queria sair também ir com ela até a porta, para ter
uma desculpa para ficar ao seu lado.
Sem mais erros. Eu liguei o carro e depois suspirei
enquanto ela desaparecia atrás de mim. Parecia que eu
estava sempre correndo em direção à Bella ou correndo
dela, nunca ficando no lugar. Eu tinha que achar um
jeito de me segurar se algum dia nós tivéssemos um
pouco de paz.












